Por Humberto Tobé, Isabella Werneck Zanon
Barão de Antonina, Fartura, Ribeira e Taquarituba passam a contar com transporte sanitário dedicado, entregue pelo Caminhos da Saúde, programa do Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. Barão de Antonina recebe uma van, Fartura e Taquarituba ficam com um micro-ônibus cada, e Ribeira recebe uma ambulância tipo A.
Cada veículo foi pensado para um tipo de necessidade. O micro-ônibus, com 29 lugares, e a van, com 15, servem para reunir vários pacientes numa mesma viagem, o formato ideal para quem faz tratamento contínuo, como hemodiálise, e precisa se deslocar várias vezes por semana. Já a ambulância tipo A leva um paciente por vez, muitas vezes deitado, e é destinada a quem tem mobilidade muito reduzida e não consegue usar transporte coletivo.
Para os moradores de Fartura e Taquarituba, o micro-ônibus significa poder contar com uma rota fixa e regular até o hospital de referência, sem depender de solução própria a cada sessão de tratamento. Em Barão de Antonina, cidade pequena, a van cumpre a mesma função,
dimensionada ao volume de pacientes que o município realmente tem. E em Ribeira, a ambulância garante que quem está debilitado, seja por uma cirurgia recente ou por um quadro de saúde mais grave, tenha um jeito seguro de chegar ao tratamento.
O Ministério da Saúde almeja mudar a rotina de quem já enfrenta um tratamento desgastante. Antes desses veículos, muitas famílias precisavam se virar sozinhas: pedir carona, juntar dinheiro para o transporte ou disputar vaga numa frota municipal que atende várias demandas ao mesmo tempo. Agora, o veículo sai, busca o paciente e o leva de volta, sem que isso dependa de esforço individual.
A entrega faz parte da leva nacional de 3.300 veículos, comprados pela União com R$ 1,4 bilhão do Novo PAC, no âmbito da Lei nº 15.233/2025, que criou o Agora Tem Especialistas. O programa foi desenhado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e tratamentos de média e alta complexidade em todo o país, e o Caminhos da Saúde resolve especificamente a etapa que garante que o paciente chegue até o cuidado que já está disponível.
Sobre os autores:
Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.
Isabella Werneck Zanon é graduanda em Políticas Públicas e Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC (UFABC).