Conecte-se conosco

Publicado

em

Poesia de Drummond, dilemas existenciais e a vida na pandemia são referências para Caio Uehbe na música ‘E Agora?‘, a estreia da carreira solo do vocalista da banda Rota 54 e que chega às plataformas digitais pelo selo Orangeira Music.

Ouça no streaming: https://song.link/54tcbdxfn3dqw.

‘E agora?’ ganha videoclipe: https://youtu.be/OihKOaCDzPU.

Distinta da verve punk rock da Rota 54, a carreira solo de Uehbe amplia as referências e surpreende com a combinação certeira da música popular brasileira, com uma forte influência tropicalista e vocais que remetem ao MPB-4.

‘E Agora?’ dialoga com a urgência do momento, afinal, quem nunca parou para refletir o que é a vida e o que faz da vida nesta inédita, inesperada e mundial situação de crise sanitária?

“O ano de 2020 foi um ano de muitas mudanças e de uma reclusão que me permitiu compreender um pouco mais o que eu sinto e desejo. Algo que já vinha acontecendo antes da pandemia e que foi se intensificando durante o período pandêmico”, conta o músico sobre a faísca da composição.

O poema do Drummond “E Agora José?” é um elemento chave do single. Como relata Uehbe, o clássico texto da poesia brasileira é uma inspiração constante, que o persegue desde a juventude.

“Desde muito jovem me trouxe o questionamento do que é a vida e da forma que a encaramos, muitas vezes fugindo de medo de algo que desconhecemos e assim esquecendo de fato de vivermos na nossa plenitude.

Na pandemia, as pessoas muito se questionavam que não estavam vivendo, que a vida estacionou, que não aguentavam mais essa reclusão e eu me questionava muito como esse momento também poderia servir para outros tipos de reflexões”.

Uehbe propõe algumas respostas na música e este processo criativo alçou até mesmo Paulo Freire. “Como ele dizia, ‘A libertação é um parto doloroso e o indivíduo que nasce desse parto é um novo indivíduo’. A música e o clipe tentam contribuir para essa reflexão”.

Do punk à MPB

Apesar de desde 2002 tocar em bandas de rock e punk rock, Uehbe destaca que sua base sempre foi a MPB, em especial, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gil e Raul Seixas.

“Sinto que na MPB eu posso ser punk, roqueiro, macumbeiro, romântico, brega, sambista, reggaeiro, forrozeiro, axezeiro, militante, tudo ao mesmo tempo. E é justamente isso que pretendo com esse trabalho que virá com seis músicas”, comenta o compositor, já entregando que em breve solta um EP.

Crédito: Caio Vehbe

Continue lendo
Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

TENDÊNCIA