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Caio Prado, com ‘Baobá’, é um dos brasileiros na trilha do jogo FIFA 2022

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Dos campos improvisados de Realengo, na periferia do Rio de Janeiro, a nome no seleto hall de artistas globais com música na trilha sonora do FIFA 22, a edição 2022 do jogo de videogame de futebol mais famoso do mundo. Esta é a colossal trajetória do artista carioca Caio Prado, do cast do selo Toca Discos, que estará no game com a forte e ancestral ‘Baobá’, música originalmente lançada em dezembro do ano passado. Carol Konká também representará o Brasil no jogo.

Assista ao clipe de Baobá:

https://youtu.be/UHe8mKml4nU.

A música já está na playlist oficial do jogo e está na quinta posição: https://open.spotify.com/playlist/2a6OSlFchVcDonrXMMJ6EM?si=b866b494f5de46a7.

FIFA é uma série produzida há mais de 20 anos pela EA Sports, hoje a maior franquia de videogames do planeta. Fazer parte deste universo, ainda mais com uma música tão emblemática como ‘Baobá’, é a realização de um sonho para Caio Prado, que tem o futebol e a arte como duas expressões tão vitais e que por si explicam sua essência.

“Música e futebol são duas paixões na minha vida. Eu era o garoto de Realengo que jogava de pés descalços nas ruas do bairro e depois ia pra casa dos amigos jogar FIFA até que minha mãe me chamasse”, lembra Caio.

O artista conta que durante os torneios que disputava no FIFA com os amigos, conheceu diversos artistas e sonoridades por meio da trilha sonora do jogo, que antes de Caio já teve nomes nacionais como Anitta, Marcelo D2, Tribalistas, Curumim, Baiana Soundsystem, Marcio Local, entre outros.

“A magia da música e futebol unidos transforma uma comunidade, sociedade, um país e um mundo. O espírito de querer conhecer novas pessoas, novos lugares, novas culturas é algo que o futebol e a música proporcionam nesse imaginário social”, reforça Caio.

O conceito lírico e sonoro de Baobá tem muito a ver com esta conquista de Caio Prado. Na música, o artista canta versos sobre como a mobilidade, a diáspora, não desprende o indivíduo de sua ancestralidade, que quando devidamente interiorizada e consciente, se adapta a novos espaços e se mistura, sem nunca renegar as origens.

Em alusão ao momento, ter uma música da sua ainda carreira em ascensão em uma renomada série de jogos eletrônicos, para Caio, significa elevar sua arte de resistência a um público global, falar de inclusão, autoestima e consciência de classe e gênero a novos espaços, outros públicos e somar sua voz a outros artistas da causa ao redor do planeta.

“Baobá, a música escolhida para trilha, é a pulsação do Brasil atual e seus ritmos originários da África mãe, despertando a alegria do povo em sua diversidade e produzindo orgulho e identidade. A canção demonstra que precisamos nos entender como parte da natureza e encontrar caminhos ao futuro a partir de nossa ancestralidade”, finaliza Caio.

De fato, Baobá, um crossover do tribal (quase um afrobeat) com a modernidade das guitarras e metais, é uma música com requintes ritualísticos futebolísticos. A massa percussiva, composta por timbal, bacurinha, atabaque, conga, torpedo e surdo, evoca o chamado das multidões, como a música que prepara a torcida para uma partida épica.

Baobá foi o segundo single de Caio gravado no estúdio carioca Toca do Bandido dentro do projeto Aceleração Musical Labsonica, com produção musical de Felipe Rodarte.

Crédito da imagem: Marcos Hermes

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