O mercado da estética vive uma alta em termos de demanda por procedimentos seguros, eficazes e menos invasivos. A ascensão reflete mudanças culturais, tecnológicas e de comportamento. Em busca de resultados mais naturais e visíveis, baixo risco, tempo de recuperação reduzido e custos mais acessíveis, pacientes vêm lotando clínicas e consultórios.
Segundo o levantamento mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil ultrapassou a marca de 3,1 milhões procedimentos minimamente invasivos realizados em 2024.
Os procedimentos estéticos, no geral, tiveram um crescimento de 19,9% em relação à última edição da pesquisa e um aumento expressivo de 54,4% nos últimos quatro anos. O Brasil ocupa o segundo lugar no número de intervenções estéticas no ranking mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Beleza sem cortes ganha espaço no mercado
Tratamentos não invasivos são aqueles que não necessitam de cortes significativos, anestesia ou internação, conforme a definição da área estética. Dessa forma, são realizados por meio de técnicas baseadas em tecnologias avançadas, atuam em camadas superficiais e intermediárias da pele e dos tecidos, promovendo rejuvenescimento facial e corporal.
Entre os exemplos disponíveis no mercado estão aplicações de toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico, tratamentos com lasers e tecnologias com ultrassom, como o Ultraformer MPT.
Além da busca por rejuvenescimento facial e corporal, outro fator que impulsiona essa mudança é a maior aceitação social dos procedimentos estéticos, que passaram a ser vistos como parte do autocuidado e bem-estar.
“A crescente demanda por tratamentos menos invasivos tem impulsionado o desenvolvimento de equipamentos estéticos mais seguros, versáteis e que resultam em recuperação rápida, substituindo intervenções cirúrgicas por soluções tecnológicas avançadas”, destaca a gerente de marketing do Grupo MedSystems, Luiza Santos.
Ela destaca que para garantir o acesso de clínicas a equipamentos mais seguros, de fácil operação e multifuncionais, é necessário o investimento contínuo em tecnologias inovadoras. “Precisamos disponibilizar equipamentos de ponta, treinamentos especializados e suporte técnico completo. Isso faz toda diferença para clínicas que valorizam segurança e eficiência”, pondera Luiza.
Um futuro cada vez mais tecnológico
Procedimentos menos invasivos são um dos pilares do futuro do mercado de estética, que vem desenvolvendo soluções tecnológicas como o Pixie Pen e o YouLaser MT. O primeiro consiste num dispositivo de ultrassom micro e macrofocado desenvolvido para promover o rejuvenescimento da pele, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Já o segundo combina dois tipos de lasers para tratamentos de pele.
Segundo a empresa de pesquisas de negócios Grand View Research, o mercado mundial de procedimentos estéticos não invasivos deve apresentar uma taxa de crescimento anual de 15,6% até 2030. O último levantamento mostrou a geração de receita de US$ 69,9 milhões em 2023.
As projeções do setor apontam para um futuro cada vez mais tecnológico e personalizado. Tudo isso impulsionado por fatores como demanda por bem-estar baseada na naturalidade; rotinas mais agitadas, que não permitem longos períodos de recuperação; mais facilidade de acesso a tecnologias avançadas; informação acessível e conscientização sobre cuidados estéticos preventivos.
“Tecnologias como o Ultraformer MPT, que é ultrassom micro e macrofocado, e o YouLaser MT (laser híbrido CO₂ 10.600 nm e Erbium GaAs 1.540 nm) proporcionam resultados eficazes, com menor desconforto e tempo de recuperação reduzido”, assegura Luiza.
