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Artista Visual e músico, Saulo Schwartzmann lança seu primeiro álbum “Segredo”

Artista visual e tatuador, Saulo traz em seu DNA a música, herdada de seu avô paterno, um dos donos dos Pianos Schwartzmann

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Artista Visual e músico, Saulo Schwartzmann lança seu primeiro álbum "Segredo"

A trajetória de Saulo na música é precoce, antes mesmo de ele se dar conta disso. O avô paterno, pianista e afinador de pianos, era um dos donos dos Pianos Schwartzmann no Brasil. Saulo não o conheceu, mas o legado foi transmitido, uma ligação umbilical com a música, carreira que iniciou quando tinha 14 anos e ganhou de sua avó sua primeira guitarra. Anos depois, na Faculdade de Artes na Unesp, em Bauru, participou como guitarrista de uma banda de amigos artistas, a banda Serotonina e a Música de Metro. Compunham, cantavam, tocavam em festas, em festivais.

Embora focado em sua carreira acadêmica, o professor de Artes, com mestrado e doutorado em Semiótica e Linguística pela USP, continuava compondo e tocando em festas do Grupo de Pesquisa, além de exercitar seus outros dons em pinturas, desenhos e como tatuador.

Com a pandemia, Saulo parou de vender quadros e fazer desenhos na pele das clientes e desenterrou as músicas de dez anos atrás. Mostrou o material para o cantor e compositor Wado, que conheceu há 20 anos, ainda na Faculdade de Artes. Wado ouviu as músicas, gostou e, logo depois, começou a produzir remotamente o álbum, assinando ainda a parceria na faixa-título Segredo.

Com olhar sensível e até certo ponto analítico, Saulo expõe em suas composições o cotidiano de maneira implícita e metafórica, em letras minimalistas e singelas que funcionam como frames de um longa-metragem ou de um retrato de polaroid, construindo um tipo de parte pelo todo. Apesar de letras curtas e diretas, há uma densidade nas guitarras dançantes e sobrepostas com certa recorrência melódica e harmônica, bem como uma ancoragem verbal, que trata de temas universais e cotidianos, como amorsaudade e o tempo.

Algumas delas, contam com certa inflexão contida na voz que podem caracterizar de alguma forma o luto, uma reverência aos que se foram e ressaltam, ainda, a ideia de seguir adiante, mesmo que seja dolorido. Em contraponto, outras canções contam com o bom humor e com as melodias dançantes, como é o caso da primeira faixa, Suspeitar, em que um personagem reflete como foi cruel e arrogante em seu relacionamento afetivo.

Em comemoração aos 20 anos de Wado na música, a maior surpresa é a versão de Pavão Macaco, na guitarra de Saulo e a voz de Wado. O assovio? Não é sintetizador não. É do Saulo. A homenagem ao produtor também está presente em um dueto na música Só o Tempo, de Saulo.

Talvez pelo fato de Saulo ser um artista visual, as letras sejam imagéticas, conseguindo criar, como simples gatilho, toda uma história por trás da figuratividade dos temas. Na canção Se olharam, é possível observar mais os implícitos, as metáforas e o minimalismo, mais singelo, dos flashs do cotidiano.

Há, ainda, uma canção em homenagem ao Estádio do Pacaembu, um símbolo paulistano, que vem sofrendo mutações. Trata-se do poema Pacaembu, de Carolina Tomasi, musicado por Saulo, com a participação especial do renomado guitarrista e produtor Márcio Okayama, uma homenagem ao grande atleta, poeta da Democracia Corinthiana e ativista Sócrates, responsável pelo forte e importante engajamento em defesa da democracia.

A faixa final, a canção Sublimar, uma homenagem aos mais de 580 mil mortos por Covid19, é instrumental, dando margem a interpretações mais sensíveis, sem uma ancoragem verbal, com exceção do título, que circunscreve um campo semântico dos sentidos da palavra “sublimar”:

1.

transitivo direto e pronominal

tornar(-se) sublime; enaltecer(-se), engrandecer(-se), exaltar(-se).

2.

transitivo direto

elevar à maior altura da dignidade, da grandeza, da honra etc.; enaltecer, glorificar.

Segundo Wado:  “É um canta-autor brasileiro, um cantor guitarrista de veia roqueira com uma poesia acima da média e acordes sinuosos. Fiquei bastante feliz de produzir o disco dele, que carrega arranjos, achados poéticos e harmonias impares.”

O disco foi gravado de maneira remota e houve vários encontros virtuais ao longo de um ano de produção. Os bastidores dessas conversas podem ser observados em seu canal do Youtube e que se encontram também no feed do Instagram.

Ficha Técnica

Segredo, de Saulo Schwartzmann

Arranjos e composição: Saulo Schwartzmann

Exceto: Pavão Macaco (Wado); Segredo (Saulo e Wado); Pacaembu (Carolina Tomasi)

Produção Musical: Wado

Mixagem e Masterização: Jair Donato

Guitarras: Saulo Schwartzmann

Baixo e bateria: Jair Donato

Voz: Saulo e Wado

Participações especiais: Wado em Só o tempo (guitarra e voz) e Pavão Macaco (voz); Marcio Okayama em Pacaembu (guitarra solo)

Sintetizadores e percussões extras: Jair Donato

Concepção da capa: Saulo Schwartzmann

Fotos: Felipe Tomasi

Design Gráfico: Saulo Schwartzmann

Faixas:

  1. Suspeitar (Saulo Schwartzmann)
  2. Se olharam (Saulo Schwartzmann)
  3. Segredo (Saulo Schwartzmann e Wado)
  4. Só o tempo (Saulo Schwartzmann)
  5. Pavão macaco (Wado)
  6. Pacaembu (Carolina Tomasi)
  7. Sublimar (Saulo Schwartzmann)
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