Anticoncepcionais e SOP: o que você precisa saber

Anticoncepcionais e SOP: o que você precisa saber

Thais Hott
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Crédito:Rattankun Thongbun/iStockCrédito:Rattankun Thongbun/iStock

A SOP é daquelas condições que chegam de mansinho, mas podem bagunçar a vida de muita gente

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) afeta o corpo e a cabeça, trazendo sintomas como ciclos menstruais irregulares, acne persistente e pelos em excesso. Quando o diagnóstico chega, é comum ficar perdida

A boa notícia é que, embora a SOP não tenha cura, dá para controlar seus efeitos de um jeito bem eficaz. Uma das opções mais usadas é o anticoncepcional hormonal. Mas por que um remédio para evitar gravidez? A resposta tem a ver com o jeito que ele regula os hormônios bagunçados pela síndrome.

Por que anticoncepcionais ajudam?

Na SOP, o corpo produz androgênios – hormônios masculinos – em quantidade maior do que o normal. Isso desregula a menstruação, atrapalha a ovulação e pode trazer acne ou pelos indesejados. Os anticoncepcionais combinados, que misturam estrogênio e progesterona, entram em cena para botar ordem na confusão hormonal.

Eles ajudam a corrigir o ciclo menstrual e diminuir o impacto dos androgênios. Na prática, isso significa menos sintomas desagradáveis no dia a dia e um risco menor de problemas sérios, como a hiperplasia endometrial, que pode se manifestar quando a menstruação some por muito tempo.

Nem todo anticoncepcional é igual

Escolher o anticoncepcional certo para cada organismo é muito importante. O médico leva em conta o histórico, os sintomas que mais incomodam e o que a paciente deseja alcançar com o tratamento. Para algumas pessoas, o foco é acertar o ciclo; para outras, é dar um jeito na acne ou se proteger contra uma gravidez.

Um exemplo bem conhecido é o Diane 35, que tem uma ação mais forte contra os androgênios, sendo uma boa pedida para quem lida com acne ou excesso de pelos. Mas, como todo remédio, só um profissional pode dizer se é o ideal.

SOP não é só questão de hormônios

Anticoncepcionais ajudam, mas não são a única solução. A SOP também envolve questões metabólicas, como a resistência à insulina, que pode complicar as coisas. Por isso, mexer na alimentação, se movimentar mais e cuidar do peso são peças-chave para domar os sintomas.

O médico faz toda a diferença

Usar anticoncepcional não é algo para fazer por conta própria. O acompanhamento médico é essencial para checar se está tudo bem, ajustar a dose e ver se o tratamento está dando resultado. Quem tem enxaqueca, histórico de trombose ou problemas circulatórios precisa de ainda mais cuidado.

E tem mais: muitas mulheres descobrem a SOP quando estão tentando engravidar, e aí o anticoncepcional pode não ser o foco. Neste caso, o médico vai sugerir outros caminhos, dependendo do que você quer para o futuro.

Cuidar de si é o primeiro passo

Os anticoncepcionais podem ser grandes aliados para controlar a SOP, mas eles são só uma parte de um cuidado maior. É sobre conhecer o próprio corpo, prestar atenção nos sinais e tomar decisões com base em informação e apoio profissional.

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