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Ambulante coloca o corpo para dançar e a cabeça para pensar

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Foto: Daiane Dias (@daianediasft)

Tá Querendo tem funk, rock e música brasileira para falar de gênero e liberdade; música estreia em nova série do canal HBO Max

A cultura suburbana e o urgente suor diário do povo para perseverar sua existência é a essência de ‘Tá Querendo’, música de estreia do duo Ambulante, que é a vocalista Anastácia e o vocalista e guitarrista Iuri Nascimento. Tem funk, rock e música brasileira para também falar sobre gênero e liberdade nesta faixa que estreia com impacto: está na trilha de série inédita do canal HBO MAX.

Ouça aqui: https://links.altafonte.com/q4z7gja.

Ambulante é mais uma banda do plural cast de artistas do selo Toca Discos, com músicas produzidas por Felipe Rodarte, no estúdio Toca do Bandido, refinadas com a produção artística de Constança Scofield.

Tá Querendo é um batidão que coloca o corpo para dançar e a cabeça para pensar. Entre beats, samplers e guitarras, a música une o pop com o funk pegada da década de 1990 num ritmo que martela e envolve, com melodias e frases que ficam, mesmo, na caixa sonora do cérebro, aquela coisa que reverbera por hora.

O single é o rebolado do povo brasileiro que vende bala e carregador de celular no metrô, o ambulante que vivenciam o furor dos centros de grandes capitais e se viram como podem para chegar impávidos no fim de semana, subir pro baile funk e arrasar.

Anastácia fala de forma mais direta sobre Tá Querendo. “É a exaltação da cultura suburbana por meio da pessoa que usa o shortinho colado, cabelo na régua, bigode no cerrado, mas se ela quiser, ela vai para o baile de favela com glitter. É sobre corpo livre e ativo, se aceitar e se impor na sociedade como se é. E também é sobre diversão, sobre festa”.

Constança comenta sobre a inclusão de Tá Querendo na série Os Ausentes, que estreia dia 22 de julho no canal HBO MAX. “A faixa mal tinha ficado pronta e foi escalada para integrar a trilha da série. Os diretores e a compositora da trilha original brifaram um funk cru que tocasse diegética e de fundo, em duas cenas”.

A dupla

O Ambulante foi formado em 2019 no Rio de Janeiro e é Anastácia e Iuri Nascimento. Em 2019, quando o país começava a viver a crise política e econômica mais exacerbada de sua história, o duo iniciava esta empreitada musical que pudesse expressar alegrias, sonhos, ansiedades e marcas ancestrais do povo preto e suburbano.

“Todos pretos como queria Caetano em sua bela canção, mas resilientes em suas posições políticas que almejam um país melhor”, desfere Iuri.

O Ambulante pretende com sua sonoridade estreitar laços para o fortalecimento da ideia de corpo livre e indivisível. “Queremos com nossa melodia negra trocar afetos e contribuir para que as próximas gerações coabitem um Brasil melhor, mais justo e solidário”, ele reforça.

E Anastácia é uma mulher com voz para alastrar o que cantam e o que pensam. A capixaba radicada no Rio de Janeiro é cantora solo e já gravou com Mangueira, Império Serrano, União da Ilha, São Clemente, Portela, Salgueiro, União da Tijuca, Império da Tijuca, Beija-Flor de Nilópolis, Imperatriz Leopoldinense, Rosas de Ouro.

Também já gravou para artista do primeiro escalão do samba e do funk, como Diogo Nogueira, Arlindo Cruz, MC Guimê, Xande de Pilares, Tia Surica, Ronaldinho (Fundo de Quintal), Ito Melodia, Pedrinho da Flor, Gabrielzinho do Irajá, Noca da Portela.

Iuri Nascimento, natural do Rio de Janeiro, é guitarrista de estúdio e toca na banda Verbara. Já gravou com diversos artistas do pop e da música brasileira, como Lucy alves Dado Voa, da NASA. Foi integrante da Acariocamerata, uma orquestra de cordas formada em Acari.

Ambulante nas redes

instagram.com/somosambulante

Foto: Daiane Dias (@daianediasft)

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