Referência na produção artística da Parada LGBTI+ de Copacabana, estilista aposta na economia circular, no empreendedorismo feminino e em uma intervenção inédita que celebra todas as formas de amor
Muito além das passarelas, a moda ganha força como instrumento de transformação social pelas mãos do estilista Almir França. Com uma trajetória marcada pela criatividade, representatividade e compromisso com causas sociais, o profissional amplia sua atuação no Rio de Janeiro ao unir sustentabilidade, geração de renda e valorização da diversidade em projetos de grande relevância cultural e ambiental.
Em parceria com o Instituto Iprosa, Almir França desenvolveu uma iniciativa pioneira de coleta seletiva de resíduos têxteis na região da Maré, Zona Norte da capital fluminense. O projeto prevê a instalação de 12 núcleos de coleta de roupas usadas e descartadas, que serão transformadas em novos produtos por 12 costureiras da comunidade.
Com a meta de recolher 12 toneladas de materiais têxteis, a iniciativa pretende impulsionar a economia circular, estimular o empreendedorismo feminino e criar oportunidades de trabalho e renda para mulheres da região.
O trabalho também dá origem ao POP Clima Maré, ampliando o alcance social e ambiental da proposta. Além das oficinas de moda sustentável, o projeto contempla ações educativas e pesquisas sobre os impactos da indústria da moda no meio ambiente, incentivando práticas de consumo consciente e reaproveitamento de materiais.
Da sustentabilidade à celebração da diversidade
Reconhecido por sua contribuição à cultura e à representatividade LGBTI+, Almir França também assina, há mais de duas décadas, trabalhos de cenografia e produção artística para a Parada do Orgulho LGBTI+ de Copacabana, um dos eventos mais emblemáticos do calendário cultural carioca.
Entre suas realizações está a confecção de uma bandeira LGBTI+ com impressionantes 130 metros de comprimento, símbolo da luta por respeito, visibilidade e igualdade de direitos.
Para a edição de 2026, que terá como tema “Reconsideramos justa toda forma de amor”, o estilista prepara uma produção que promete chamar a atenção do público. A proposta é levar 20 drag queens vestidas de noivas para a Avenida Atlântica, em uma intervenção artística que transforma a moda em uma poderosa manifestação de liberdade, afeto e diversidade.
A cenografia dos trios elétricos também será inspirada na união civil, destacando a importância do reconhecimento das diferentes configurações familiares e do direito de amar sem preconceitos.
Criatividade que ultrapassa as passarelas
Ao transformar resíduos em oportunidades e utilizar a arte como expressão de direitos e identidade, Almir França consolida uma trajetória que conecta inovação, responsabilidade socioambiental e valorização humana.
Sua atuação demonstra que a moda pode ser muito mais do que estética: pode gerar renda, fortalecer comunidades, promover inclusão e dar visibilidade a causas fundamentais para a sociedade.
Entre tecidos reaproveitados, criações impactantes e mensagens de igualdade, Almir França reafirma seu protagonismo em uma moda que não apenas veste corpos, mas também transforma realidades e dá voz à diversidade.