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Afrobeat e resiliência negra no single e clipe de estreia de Ravih, “Lanterna”

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Ravih é nascido e criado em Parelheiros, bairro do sul de São Paulo, e não é de hoje que a música é sua ferramenta de trabalho. Incentivado pelos pais, começou a dedilhar instrumentos aos 11 anos, o que lhe rende uma boa base como compositor e cantor agora que faz sua estreia solo.

Para ele, que também é multi-instrumentista, a música é móvel e está aí para ser experimentada. Sem se inibir a estilos que possam colocá-lo numa bolha, Ravih busca trazer o que a música pede naturalmente, ora romantismo, ora consciência social, bases mais cheias ou mais minimalistas, às vezes house, R&B e até folk alternativo.

Neste primeiro single, “Lanterna”, ele se empodera com a batida do afrobeat, pano de fundo para a mensagem que quer passar sobre a força negra, a resiliência. O lançamento vem proposital neste 20 de novembro, celebrado Dia da Consciência Negra, força e história de Zumbi dos Palmares, revolucionário negro de influência direta no pensamento do músico e em sua autoeducação sobre raça, classe e negritude.

“Não poderão dispersar quem nada tem a temer

Quanto mais vento soprar

Mais nós vamos ascender

Até o topo e vencer”

Em “Lanterna”, transformou sua revolta quanto ao assassinato de crianças negras em uma canção que desdobra a tristeza dos fatos em superação, garra, arte. Sua voz macia não deixa de trazer o peso da realidade, exposto através da poética da letra, como neste verso em que faz uma metáfora para lá de cabível:

“Eu vou dançar no caos do mundo em trevas

Jamais deixar o mal assumir as rédeas

A vida é uma vela

Mas eu sou lanterna”

(Foto – Damaris Belchior)

O clipe foi gravado nas proximidades de Parelheiros e tem como tema um paraíso para onde vão as crianças e jovens pretos que tiveram suas vidas interrompidas.

O assunto é forte mas consegue ser abordado com a aura leve, talvez trazida pelas cores predominantemente primárias do vídeo ou pela natureza usada como cenário. Ravih complementa a ideia do clipe dizendo:

“Meu personagem chega ao paraíso dos jovens negros sem entender bem onde ele está até que encontra com sua versão mais nova, que o “ilumina” e o faz lembrar como ele morreu: atingido por uma bala ‘perdida’ enquanto voltava do trabalho numa obra, referência ao caso de Joilson Pereira e tantos outros pretos que foram ‘confundidos’. No final do clipe, meu personagem não morre, ele já está morto e apenas revive a cena em sua memória. No paraíso tem um total de nove pessoas, contando eu, as crianças e a dançarina, simbolizando os mortos do massacre de Paraisópolis. É por isso que as crianças e a menina dançam. O capacete com a lanterna é um símbolo de resiliência, complementar à letra, no sentido de algo que pode se apagar mas ser recarregado.”

Com o lançamento de “Lanterna”, Ravih começa a se inserir no crescente movimento de artistas autorais e independentes que despontam das periferias com muito a dizer e cantar.

Na sequência deste single, o músico lança o primeiro EP, Distância, com quatro faixas, em 4 de dezembro.

 

“Lanterna” está disponível em: https://bit.ly/3oStpNm

Assista ao clipe:

 https://youtu.be/kLjRPCdyxWE

Sobre:

Ravih é paulistano, mas trouxe do sânscrito seu nome artístico, que, na língua indiana denomina o sol. A predominância solar não está apenas na alcunha por ele escolhida mas em sua musicalidade, voltada para estilos mais festeiros como o pop, o R&B e o soul. Aos quatro anos, já se arriscava cantando em casa influenciado por sua mãe (líder de um coral infantil), e vivia o amor pela música que vinha do pai, que o presenteou com um teclado aos 11 anos. Incentivado pela família, começou a escrever canções próprias ainda na adolescência e essa prática resulta agora com a estreia de sua carreira musical. Entre as inspirações, ele cita Tim Maia, Criolo, Tulipa Ruiz, Liniker, Michael Jackson, David Bowie, Alicia Keys e Bruno Mars. Ravih se lança profissionalmente com o single e clipe de “Lanterna”, que adiantam a chegada de seu primeiro EP, Distância.

 

Ficha técnica “Lanterna”:

Música:

Composição e voz: Ravih

Produção musical: Danilo Komatsu e Ravih

Mix e master: Danilo Komatsu

Gravado no D3 Studios (SP)

 

Vídeo:

Direção: Geovannis (Canis Filmes)

Roteiro: Geovannis e Ravih

Produção de vídeo: Gabriel Crial

Produção executiva: Ravih

Diretor de elenco: Geovannis

Figurino: Ravih

Elenco: Ack Casimiro, Samuel Fernandes, Matheus Fernandes, Tauan Douglas, Tissiane Lima, Lucas Lourenço, Luan Lourenço e Isaac Santos

Comunicação digital: Carter Music

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