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Cinema

‘A Vida é Sonho’ – Cineastas baianos lançam roteiro de longa-metragem com temática LGBTQIA+

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A vida é sonho e pode ser mais leve, mais acolhedora e mais livre. Este é o sentimento que o casal de cineastas baianos Edson Bastos e Henrique Filho, sócios da Voo Audiovisual, pretende inspirar com o roteiro do longa-metragem de ficção ‘A Vida é Sonho’, desenvolvido com apoio financeiro do Programa Aldir Blanc Bahia. O projeto promove, no dia 02 de abril, uma live onde será abordado o processo de desenvolvimento do roteiro com a participação dos profissionais envolvidos e, no dia 03 de abril, uma oficina gratuita de roteiro.

A vida é sonho conta a história de Júnior, um adolescente de 18 anos, nascido em Ipiaú, Bahia, onde é reprimido sexualmente e se vê diante da não aceitação de sua família. Então, foge para a capital baiana em busca de liberdade, se descobre no universo LGBTQIA+, e é desafiado a romper diariamente preconceitos impostos pela cultura heteronormativa. Sua jornada traz seus dramas e as alegrias de suas descobertas, mostrando a superação do protagonista e a liberdade por ele conquistada.

O roteiro nasce em um momento em que, apesar dos avanços jurídicos, o Brasil figura como o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Queers, Intersexuais, Assexuais). Além disso, a Bahia não é um estado que se destaca em relação às narrativas audiovisuais que versem sobre o tema. Logo, a história de ‘A Vida é Sonho’ busca fortalecer e encorajar o universo simbólico e a luta urgente pelos direitos e pela vida.

Edson e Henrique explicam que este projeto contém diversas de suas vivências pessoais. Juntos há 12 anos, ambos são nascidos na cidade de Ipiaú e sofreram homofobia durante a infância e adolescência. “Trata-se de uma história dramática, romântica, musical e cômica. Um filme divertido e que conta uma história universal, mas com a forma baiana de falar, pensar e ser. Busca, principalmente, o diálogo com aqueles que estão vivendo situações narradas pelo filme. É sobre se reconhecer na tela, se sentir amparado, ter orgulho de sua comunidade e encontrar a felicidade em ser quem é. O filme pretende mostrar a necessidade do sonho para buscarmos viver a vida com mais leveza, pois a luta por igualdade de direitos é diária”, explicam os roteiristas.

Foram três meses desenvolvendo as etapas de escrita do roteiro até chegar ao primeiro tratamento. Durante esse processo, os roteiristas contaram com a consultoria do especialista Gildon Oliveira, experiente profissional da dramaturgia para Teatro, Cinema e Televisão. A equipe soma outros profissionais que atuaram durante o desenvolvimento do roteiro, como as assistentes de direção Lilih Curi e Johsi Varjão; os consultores, João Hugo e Amana Casas; o revisor, Vércio Gonçalves; a assistente de produção, Laísa Eça; o tradutor Daniel Martins; e a designer Kaula Cordier.

“Percebemos ‘A vida é Sonho’ como um projeto com potencial de grande público quando for filmado, pois foi desenvolvido por pessoas que possuem vivência sobre a cultura LGBTQIA+, o que cria conexão com os espectadores. O roteiro une interior à capital e desenvolve uma narrativa contemporânea, com problemáticas do nosso tempo, mas trazendo um desfecho inspirador”, comemoram os roteiristas. Agora, com o retiro pronto, pretendem buscar financiamento para gravar o filme.

O roteiro de ‘A Vida é Sonho’ será divulgado no site www.vooaudiovisual.com.br e ficará disponível para apreciação do público entre os dias 09 e 16 de abril.

Vagas para Oficina gratuita de Roteiro + Live com a equipe 

Além do roteiro, o projeto “A Vida é Sonho’ transborda as suas metas e busca multiplicar o conhecimento e as percepções deste processo para profissionais e estudantes e demais interessados na sétima arte.

Assim, no dia 02 de abril, às 19 horas, será realizada uma live sobre o desenvolvimento do roteiro do longa-metragem, com participação de Edson Bastos, Henrique Filho, do consultor de roteiro Gildon Oliveira, da psicóloga Amana Casas e do gestor da Casa Aurora João Hugo. O bate-papo será transmitido no perfil da Voo Andiovisual no Instagram @vooaudiovisual.

No dia seguinte, 03 de abril, de 14h às 17h, os cineastas realizarão uma oficina gratuita de Roteiro, com vagas prioritariamente direcionadas para o público LGBTQIA+ do interior da Bahia. Interessados devem se inscrever pelo Sympla, no link: https://www.sympla.com.br/oficina-de-roteiro__1166293

O desenvolvimento do roteiro de ‘A vida é sonho’ tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

Sobre os roteiristas  

Edson Bastos – Cineasta de Ipiaú-BA, mestrando pelo Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências da Universidade Federal da Bahia (Pós-Cultura/IHAC/UFBA). Especialista em Audiovisual pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Graduado em Comunicação Social com habilitação em Cinema e Ví­deo pela Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC). Integrante do Grupo de Pesquisa: Cultura e Subalternidades “Epistemologias da Subalternidade no Cinema Brasileiro Contemporâneo (Pós-Cultura/IHAC/UFBA). Sócio-administrador da Voo Audiovisual. É roteirista, produtor e diretor dos curtas Veras (2006), Joelma (2011), Cine Éden (2013), É proibido menino calçado entrar na escola (2013) e Astrogildo e a Astronave (2016). Dos longas A professora de música (2016), Dr. Ocride (2018) e Cinema de Amor (2019). Também é Produtor Executivo e Diretor Artístico do Festival de Cinema Baiano – FECIBA (2011-2016 e 2021) e Circuito Cine Éden (2014, 2017 e 2020).

Henrique Filho – Cineasta de Ipiaú-BA, graduado em Comunicação Social na Universidade Estadual de Santa Cruz. Dirigiu O filme de Carlinhos (2014) – mais de 30 festivais nacionais e internacionais, participante da Short Film Corner do 68th Festival de Cannes, indicado ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e vencedor de 08 prêmios, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator no Curta Vale 2014, além de Melhor Filme de Ficção no 4º Macaé Cine, Melhor Curta de Ficção no I Festival de Cine de los Cerros Valparaíso 2014 (Chile). Diretor, Roteirista e Montador dos longas-metragens “Dr. Ocride” (2018), eleito Melhor Longa Baiano pelo Júri Jovem e Melhor Longa Baiano pelo Júri APC BAHIA – Troféu Marielle Franco no XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema e de “Cinema de Amor” (2019), ganhador de 03 prêmios no XV Panorama Internacional Coisa de Cinema: Melhor Longa Baiano – Júri APC, Melhor Longa Baiano – Júri Jovem (Troféu João Carlos Sampaio) e Melhor Longa Baiano – Júri Oficial.

SERVIÇO:

Live Bate-papo sobre o Desenvolvimento do Roteiro do Longa-metragem A vida é sonho

Data: 02/04

Local: instagram @vooaudiovisual

Participação: Edson Bastos, Henrique Filho, Gildon Oliveira, Amana Casas e João Hugo.

Oficina gratuita de Roteiro 

com Edson Bastos e Henrique Filho

Data: 03/04,de 14h às 17h

Inscrições pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/oficina-de-roteiro__1166293

Divulgação do roteiro

de 09 a 16/04/2021

no site da voo: www.vooaudiovisual.com.br

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Cinema

Ocupa CCVM Cinema encerra sua programação com produção inédita

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Encerrando a programação do Ocupa CCVM Cinema, nesta sexta-feira, 9 de abril, às 19h, será exibido Vermelho, Branco e Preto ou Macurá Dilê, vídeo-performance de Cibele Mateus e mestre Martelo. A obra investiga a figura do Mateus, cômico afro-diaspórico presente na brincadeira do Cavalo Marinho pernambucano, uma expressão negra que evidencia as formas de sobrevivência, preservação cultural e denúncia das relações de poder existentes durante a história brasileira; O Nego Fugido, aparição afro-brasileira de Acupe/BA; e a narrativa de Macurá Dilê, o tempo que teve início, mas não tem fim.

O filme proporciona ao público uma experiência de integração das linguagens do teatro, dança, poesia e música à cena, em performances realizadas à distância, mas que reúnem mestre e discípula nas brincadeiras negras de ancestralidade, diáspora e resistência.

Toda a programação de cinema, oficinas, shows etc. do Centro Cultural Vale Maranhão está sendo realizada de forma virtual, pelo canal da instituição no Youtube (www.youtube.com/centroculturalvalemaranhao).

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Cinema

Inscrições abertas para o curso online Monólogos do Cinema com Victoria Ariante

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O curso será dividido em duas partes, sendo a primeira com foco no estudo da obra textual, analisando ativamente cenas selecionadas, identificando personagens, seus objetivos, ações e obstáculos apresentados a eles. A segunda parte propõe trabalhar diferentes monólogos, a partir de indicações ou roteiros propostos pelos alunos, sendo dirigidos cenicamente, de modo individual.

Victoria Ariante é atriz, bailarina e diretora, graduada em artes cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena e em teatro musical pela 4Act Performing Arts. Dentre seus trabalhos mais recentes, destacam-se a direção do espetáculo Se Essa Lua Fosse Minha, com indicações como melhor direção pelo portal Broadway World e melhor musical pelo prêmio Bibi Ferreira de 2019. É diretora associada de Out of Water – A Brazilian Pocket Musical, em Londres, e foi assistente de direção de Cargas D’água – Um Musical de Bolso, o qual também foi swing feminina e diretora de movimento. Foi também preparadora de elenco de Pluft, o Fantasminha, da Cia. Vila Teatro, contemplado pelo Circuito Cultural Usiminas – Série Espetáculos Didáticos.

Serão duas turmas disponíveis, a primeira, com início dia 13 de abril, com encontros de terça-feira, das 19h às 21h, e a segunda com encontros de sexta-feira, no mesmo horário, com início no dia 16 de abril, ambas as turmas serão totalmente online. Mais informações no perfil do Instagram @victoriaariante

As inscrições podem ser feitas através do e-mail ariantevictoria@gmail.com

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Cinema

‘Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência’ terá edição online e gratuita de 10 a 14 de abril

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O Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência – o mais importante e longevo evento de cinema sobre o tema -, realiza uma edição online e gratuita entre 10 e 14 de abril. Com uma seleção especial, serão exibidos 14 filmes premiados e consagrados anteriormente e dois brasileiros inéditos, além de quatro debates. Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc, apresentam o evento.

As produções – curtas, médias e longas-metragens – vêm de 11 países: Bielorrússia, Brasil, Canadá, Espanha, França, Irã, Israel, Moçambique, Mianmar, Rússia e Tailândia. Cada dia do festival terá uma temática, que motivam os debates: “Arte e Diversidade”, “Escola e Vida Independente”, “Vida Amorosa e Autonomia” e “Autismo e Neurodiversidade”, realizados após a segunda sessão de cada dia. Participam dos bate-papos pessoas com deficiência e profissionais que atuam diretamente com os temas trazidos pelos filmes, entre eles, diretores de produções nacionais.

Filmes e debates contarão com recursos de acessibilidade como a audiodescrição e as legendas LSE (para surdos e ensurdecidos), além interpretação em LIBRAS. Será distribuído gratuitamente por e-mail material didático com sugestões de atividades para professores e profissionais da área, inspirado nos temas retratados pelos filmes, podendo ser aplicadas tanto para alunos como para professores.

“Sempre tivemos uma demanda muito grande de pessoas e instituição querendo os filmes do Assim Vivemos para exibir nos seus espaços de trabalho. Profissionais de outros estados onde o festival presencial não percorre, solicitavam o acervo, porém por questões de direitos de exibição nunca podíamos atender. Agora, com a versão online do festival, estamos tendo a chance de ampliar esse alcance. O Assim Vivemos Online está sendo preparado com ambiente virtual acessível e recursos de acessibilidade comunicacional para que todos em qualquer lugar do mundo, possam acessar com facilidade” – comenta Graciela Pozzobon, diretora do festival.

Para participar, basta entrar no site www.assimvivemos.com.br  Os filmes estarão reunidos em sessões diárias, às 15h e 17h. Os debates acontecem sempre após a segunda sessão, às 19h e, para participar, será disponibilizado outro link no site do evento. Após a exibição do dia, as produções ficam disponíveis até dia 14, o último dia do festival.

Esta edição online só foi possível porque a Cinema Falado Produções, organizadora do festival, foi contemplada no edital Lei Aldir Blanc. Realizado bienalmente desde 2003 – há 18 anos – no segundo semestre de 2021 está prevista a 10ª edição com produções inéditas. O evento será presencial nas cidades do Rio de Janeiro, de Brasília e de São Paulo. As inscrições para os filmes estão abertas até 12 de abril na plataforma FilmFreeway, através do link:

https://filmfreeway.com/assimvivemos

Para conferir a programação completa do Assim Vivemos, acesse: http://www.assimvivemos.com.br

OS FILMES PARTICIPANTES

Bielorrússia

Quem É O Último? – Who Is The Last One? (Bielorrússia, 2018, 60 min.) Dir. Siarhei Isakov

O filme retrata um projeto teatral no qual crianças com e sem autismo atuam juntas no palco, mostrando como os professores trabalham e como conseguem unir crianças com diferentes necessidades emocionais, físicas e mentais. No filme, conhecemos quatro personagens, Kostya, Misha, Vlada e Maxim. Na tela, vemos crianças estudando e ensaiando com dedicação no teatro.

Brasil

Estrangeiros (Brasil, 2013, 20 min.) Dir. Sônia Machado Lima

A fala tem poder e se impõe como forma superior de comunicação, forçando pessoas surdas a aprenderem a repetir sons que não conseguem ouvir. É um esforço tremendo – e é desgastante. Até que, muitas vezes chega o momento em que o surdo descobre que foi inútil o tempo em que tentou aprender algo que simplesmente não lhe servia. O filme pretende mostrar um caminho de descoberta, dúvida, silêncio, alegria, aceitação, incompreensão e afirmação.

Mona (Brasil, 2019, 6 min.) Dir. Lucca Messer

Em 2017, Mona se torna a primeira mulher negra cadeirante a se apresentar no Teatro Municipal de São Paulo, Brasil. Quebrando barreiras no mundo da dança, Mona também representa a superação de preconceitos cotidianos contra pessoas negras na maior cidade da América do Sul. Como bailarina e atriz, ela é hoje um símbolo nacional de resistência.

O Que Pode Um Corpo? (Brasil, 2020, 15 min.) Dir. Victor Di Marco e Márcio Picoli

Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido, não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes.

Stimados Autistas (Brasil, 2020, 55 min.) Dir. Cristiano de Oliveira

Adultos autistas diagnosticados tardiamente falam com outro autista sobre como foi crescer sem o diagnóstico, como foi a busca por profissionais e sobre as adaptações feitas após descobrirem que são autistas.

Canadá

Somos Todos Daniel – We Are Daniel (Canadá, 2009, 92 min.) Dir. Jesse Heffring

No verão de 2007, estudantes da Escola Summit de Montreal com deficiências intelectuais, emocionais e comportamentais ensaiam uma complexa peça de teatro musical. A peça conta a jornada de um estudante com autismo que chega em uma nova escola. O documentário acompanha os ensaios da peça, dando destaque a seis estudantes, seus pais e professores. Autismo, Asperger, Síndrome de Down, TORCH Syndrome, A.D.D., suas manifestações e consequências são reveladas. Essa jornada, em que às vezes a ficção se mistura com a realidade, revela a beleza desses jovens, suas habilidades e o fascinante efeito de sua honestidade.

Espanha

O Que Tem Debaixo do Seu Chapéu? – What’s Under Your Hat? (Espanha, 2006, 75 min.) Dir. Lola Barrera e Iñaki Peñafiel

Judith Scott é uma artista, uma escultora, que trabalha em um espaço pouco usual: o isolamento causado por sua deficiência. Ela nasceu com Síndrome de Down e não falava. Aos sete anos, foi considerada incapacitada. “Alto grau de retardo mental”: este foi o diagnóstico e a razão pela qual ela foi separada de sua família. Ninguém percebera que ela era surda até os seus 40 anos de idade. Passou a maior parte da vida esquecida, internada em instituições. Sua irmã gêmea, que não é portadora de deficiência, vai em busca da irmã e nos ajuda a remontar sua história. Judith agora é uma artista reconhecida. Seus trabalhos são exibidos em museus e galerias de todo o mundo e têm um alto valor de mercado. Uma arte que não tem nada a ver com a razão? Uma solitária, profunda e misteriosa expressão da alma: é isso que ela nos oferece.

França

A Largura e o Comprimento do Céu – The Length and Breadth of the Sky (França, 1998, 26 min.) Dir. Dominique Margot.

Jean-Claude Grenier nasceu em Orleans, França, com a condição conhecida como “ossos de vidro”. Por muitos anos, esteve envolvido em trabalhos sociais, até que foi descoberto por Geneiève de Kermabon e convidado para a versão teatral do clássico filme de Tod Browning, “Freak”. Grenier excursionou pela Europa com o ARCHAOS Circus, fez aulas de interpretação e aperfeiçoou suas habilidades dramáticas. Trabalhou com Joël Jouanneau, Karim Didri, Rollando Colla e Anne-Laure Rouxel, entre outros. O filme mostra Jean-Claude Grenier no trabalho e nas ruas, encontrando-se com a família e participando de uma festa com os amigos.

Soluções Promissoras – Hopeful Solutions (França, 2012, 52 min.) Dir. Romain Carciofo

O filme remonta a investigação de Romain Carciofo sobre o autismo. O diretor atravessa a França para responder uma questão: Como as pessoas com autismo e suas famílias são assistidas na França? Esse tocante documentário ilumina a situação alarmante das pessoas que sofrem de autismo e mostra como seus parentes estão lidando com esse transtorno.

Irã

Beleza Desconhecida – Unknown Beauty (Irã, 2014, 47 min.) Dir. Mahboubeh Honarian

Beleza Desconhecida é um tocante documentário que retrata a vida de três mulheres no Irã que tentam levar uma vida independente e sair do isolamento. Apesar de suas lutas diárias em um país que lhes oferece serviços precários, essas mulheres iranianas aceitam suas deficiências e trabalham duro para desenvolver seus talentos artísticos.

Quando Brilha Um Raio de Luz – When a Line of Light Shines (Irã, 2010, 19 min.) Dir. Shahriar Pourseyedian

Mitra é uma moça com deficiência física de uma aldeia de natureza exuberante em Talesh, no Irã. Sua irmã, Jamileh, é surda. Aparentemente, o destino concedeu a elas aptidões complementares. Como resultado, as duas irmãs desenvolveram um relacionamento forte e intenso. A deficiência física de Mitra não a impediu de descobrir o talento para o desenho e de cultivar a alegria de viver.

Israel

Independente – Indie-capped (Israel, 2015, 33 min.) Dir. Ariela Alush

Eldar Yusopov nasceu no Usbequistão há 27 anos, mas durante seu parto houve complicações e o médico perguntou a seu pai quem deveria viver – Eldar ou sua mãe. Rafael, o pai, decidiu que sua mulher, Mira, deveria viver, e Eldar nasceu morto. Mas, contra todas as previsões médicas ele reviveu, com paralisia cerebral, e, desde então, faz de tudo para se posicionar e fazer-se ouvir. Ele não consegue falar nem segurar uma caneca, mas escreve roteiros de filmes com apenas um dedo e interpreta o personagem principal como se fosse o Brad Pitt. Mas seus pais não permitem que viva sozinho e na sua busca por independência ele tem que provar – para si mesmo e para sua família, que ele pode ser um cara normal como todos a sua volta. Essa é uma história sobre perseverança e autoestima, e sobre um grande desejo de falar de amor, mesmo não conseguindo se mover ou mesmo falar.

Moçambique

De Corpo e Alma – Body and Soul (Moçambique, 2010, 57 min.) Dir. Matthieu Bron 

A vida de três jovens com deficiência física que moram em um subúrbio de Maputo, capital de Moçambique. Eles dão exemplo de autoestima, perseverança e criatividade para superar os desafios físicos e emocionais do dia a dia.

Mianmar

Uma Menina em 10 x 10 – A Girls in 10 x 10 (Myanmar, 2017, 29 min.) Dir. Mai May Sakarwah, Mary, Yu Par Mo Mo

Ngu Wah Hlaing foi abandonada por sua mãe quando era um bebê por causa de sua deficiência. Uma monja e seu filho, que é transgênero, a adotaram e a amam. Atualmente, Ngu Wah Hlaing tem 11 anos de idade, mas não sabe ler e escrever porque é recusada pelas escolas devido à sua deficiência.

Rússia

Ver e Crer – Seeing is Believing (Rússia, 2007, 13 min.) Dir. Tofik Shakhverdiev

Sergey tem 22 anos. É cego desde os oito. Está no terceiro ano da universidade, onde estuda computação. É muito independente e adora praticar esportes – futebol e judô. Sergey aprendeu a perceber a trajetória da bola através da audição. Desenvolveu esta capacidade jogando “golbol” # um jogo semelhante ao futebol, jogado por pessoas com deficiência visual parcial ou total. O filme mostra um pouco da sua vida # seus amigos, hobbies, estudos e esportes favoritos.

Tailândia

Dentro de Mim – Inside of Me (Tailândia, 2015, 22 min.) Dir. Sophon Shimjinda

Cherry é uma mulher transgênero com deficiência. Ela deseja o amor de um homem, embora possa comprar satisfação física em um bar. Mas o que ela mais anseia é o amor de sua mãe e de seu pai.

Sobre o Festival Assim Vivemos 

Realizado desde 2003, o Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, conta com o patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil. Evento bienal, promove a reflexão sobre temas como preconceito, invisibilidade social, mobilidade, afeto, superação, autonomia, inclusão e acessibilidade, trazendo para o Brasil o melhor da produção audiovisual mundial sobre o assunto. 

Entre suas produções estão curtas, médias e longas metragens de diferentes nacionalidades que formam um mosaico diverso, abrangente e rico sobre as questões que envolvem as pessoas deficientes e consequentemente toda a sociedade. Em todas as sessões são disponibilizados recursos de acessibilidade como a audiodescrição e legendas LSE (para surdos e ensurdecidos) e interpretação de LIBRAS.

O Assim Vivemos já se consolidou como um importante espaço de reflexão já que também promove debates e oficinas sobre temas levantados pelos filmes, onde pessoas com deficiência e profissionais de referência com e sem deficiência se encontram. Com curadoria delicada e cuidadosa, que busca dar o espaço de fala e o protagonismo para as pessoas com deficiência contarem suas histórias, o Festival Assim Vivemos se revela uma experiência que encanta e transforma todos os públicos. 

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência

De 10 a 14 de abril de 2021 

Edição online a gratuita através do site www.assimvivemos.com.br

Duas sessões de filmes por dia, às 15h e 17h, seguidas de debate, às 19h

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