Crédito: Canvas (fonte: Instagram)

Entra ano e sai ano, as cenas se repetem: pessoas esperando horas em filas com dor, humilhando-se por um atendimento digno. Quando dependem de exames complexos ou especialistas, enfrentam um verdadeiro calvário.

Muitas morrem sem socorro. Mas há uma ferida invisível e assustadora nessa engrenagem: a saúde mental de quem veste o jaleco.

O poder público faz de conta que não enxerga, mas a grande verdade é que o colapso do sistema está empurrando médicos, enfermeiros, psicólogos e psiquiatras para a depressão e o suicídio. O profissional de saúde lida diariamente com a dor do outro, mas ele também tem coração. A exaustão extrema de escalas desumanas, salários defasados, assédio e noites maldormidas somam-se a um sentimento dilacerante de incapacidade. Ver vidas se esvaindo por falta de estrutura gera uma frustração crônica que mina o psicológico. Quem foi treinado para salvar vidas adoece ao perceber que o sistema o impede de exercer sua missão.

Todos os dias, deparo-me nas redes sociais com notícias devastadoras de profissionais da saúde que, exaustos de curar o mundo sem amparo, acabam tirando a própria vida. Já passou da hora de o poder público ter um olhar humano para o povo e para os heróis da saúde. Cuidar de quem cuida não é um favor; é uma urgência vital.

Sandra Campos conhece na pele a dor e a transformação que nascem do sofrimento profundo. Há dois anos, ela perdeu seu filho de 24 anos para o suicídio. Em vez de se fechar no luto, transformou a saudade em propósito e atua como ativista pela vida através do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. De forma totalmente voluntária e gratuita, Sandra oferece acolhimento, escuta e uma mão estendida para profissionais da saúde e qualquer pessoa em sofrimento emocional. Se o peso estiver insuportável, não passe por isso sozinho. Sandra está aqui para te ouvir sem julgamentos. Voce não está sozinho mande um oi para whatsApp: (11) 94813-7799.

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