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A era da automação e os impactos para os negócios e consumidores

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*Por Eduardo Camargo, CMO da Guiando

O último ano tem sido de mudanças de hábitos dos consumidores e suas demandas. De uma hora para outra, passamos a fazer tudo em casa e online: estudo, trabalho, alimentação, exercícios, finanças, lazer, compras. E para se adaptar a essa nova realidade, sobretudo à crise econômica, diversos setores avançaram rapidamente em seu processo de transformação digital, associando-se a empresas fornecedoras de tecnologia ou mesmo criando ferramentas, a fim de ganhar produtividade e não sucumbirem.

Uma pesquisa da KPMG com CEOs, por exemplo, indica que 40% deles acreditam que a pandemia foi uma oportunidade para criar uma experiência digital ideal aos clientes. Além disso, existe a percepção de que a automação aumenta a produtividade no trabalho, como aponta um levantamento da Harvard Business Review com 572 leitores e clientes: para 92% a tecnologia foi responsável por eficiência no trabalho.

Dentro das empresas, a digitalização passa por transição do modelo de operação a mudanças em processos internos que visam descomplicar tarefas simples. Em comércio e serviços, os dados têm se mostrado aliados para aprimorar o atendimento.

Na indústria, busca-se implementar sistemas de gestão que controlem e integrem os setores financeiro, comercial, fiscal, produção, distribuição e RH, assim como resolver as dores logísticas. Neste sentido, um estudo da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, em parceria com a Gfk, mostra que 82% das indústrias têm o código de barras como aliado para identificar seus produtos.

Outro setor que tem se mostrado decisivo para reduzir gastos em meio à crise é o de Contas a Pagar. Em muitas empresas, o processamento de faturas ainda é feito de forma manual ou emprega minimamente o uso de planilhas eletrônicas.

Esse modelo prejudica a visibilidade dos pagamentos, eleva a incidência de erros humanos e gera multas, juros e cortes de serviços essenciais, como o fornecimento de água e luz. Dessa forma, a automação da coleta, análise e padronização de faturas, assim como a identificação de exceções, surge como uma saída para gerar visibilidade e escalabilidade no dia a dia das empresas.

Para além dos processos internos das companhias, a automação é cada vez mais presente na vida do consumidor final, devido ao maior acesso à tecnologia, como os smartphones. Um bom exemplo é o caso do iFood, uma das maiores foodtechs do mercado. Em 2020, a empresa adquiriu o eComanda, um sistema de automação e gestão que será oferecido gratuitamente aos estabelecimentos parceiros do aplicativo. Ele permite a integração com o Na Mesa, solução digital também do iFood que permite aos usuários, em seu próprio aplicativo, consultar o cardápio, customizar seus pedidos, efetuar pagamentos e acompanhar o status de preparo.

Além da alimentação, muitos outros setores essenciais para a vida das pessoas passam por um processo intenso de transformação digital, como a medicina, a educação, a justiça e departamentos do governo. Tudo isso mostra que a tecnologia não é somente um recurso para estratégias corporativas, mas está inerente a uma nova realidade global. A automação não tem mais volta.

Eduardo Camargo é CMO da Guiando

 

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