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A camisa da seleção brasileira feminina parece não ter pesado quase nada para Valéria. Na primeira vez dela com a amarelinha, a meia de 22 anos substituiu a experiente Andressa Alves, aos 11 minutos do segundo tempo, e precisou de só 12 minutos em campo para balançar as redes na vitória por 6 a 0 sobre o Equador, na noite desta sexta-feira (27), na Neo Química Arena, em São Paulo.

Além dela, mais duas novatas lançadas pela técnica Pia Sundhage tiveram participação fundamental na goleada. A meia Duda e a atacante Nycole também estrearam na Seleção contra as equatorianas. A primeira, de 24 anos, definiu o marcador com um golaço, enquanto a segunda, de 20 anos, embora não tenha feito o dela, participou de três gols brasileiros – entre eles o de Valéria.

“Confiança. A palavra é essa. Ela [Pia] nos deu muita confiança, desde o começo. Isso nos trouxe leveza para mostrarmos nosso trabalho dentro do jogo, o que a gente sabe fazer”, declarou Valéria, em entrevista transmitida pelo canal oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no YouTube neste sábado (28). “O nervosismo bate, mas a confiança vem em primeiro lugar. Não só da Pia, mas da Lilie [Person, auxiliar] e das outras atletas, que nos acolheram muito bem. Tive oportunidade de fazer o gol e pude aproveitar”, emendou a meia.

Emocionada com o primeiro gol pela Seleção, Valéria fez questão de dividir a alegria com os familiares, mesmo à distância. “Quando se trata de família, mexe muito com o sentimento. Sou do interior do Piauí [cidade de União, a 64 quilômetros da capital Teresina], passei por muitas dificuldades. Minha irmã teve a carreira interrompida no futebol, queria muito que ela estivesse aqui comigo. Falei com eles por chamada de vídeo lá do vestiário mesmo, para que sentissem o que eu estava sentindo naquele momento. Isso é por eles e para eles”, disse a jogadora.

Valéria, meia, seleção feminina brasileira - goleada sobre  Equador

Meia de 22 anos atua no Madrid (Espanha) e  já marcou três gols em seis partidas nesta temporada – Marina Sá/CBF/Direitos reservados

Segundo Valéria, um dos fatores que auxiliou a rápida adaptação ao estilo de jogo de Pia é o fato de já atuar na Europa, onde a intensidade do futebol praticado é maior. Ex-jogadora do São Paulo, ela acertou com o Madrid CFF, da Espanha, no fim do ano passado. A meia é titular do clube da capital espanhola, com três gols em seis partidas na atual temporada.

“Quando cheguei na Europa, foi um pouco difícil, mas as meninas do time foram acolhedoras e logo me adaptei ao estilo de jogo. Quando fui convocada e a Pia passou os treinos, eu me identifiquei rápido porque o ritmo de jogo por lá é bem rápido. Então, isso facilitou muito para mim na chegada à Seleção”, explicou a jogadora.

O Brasil se despede da temporada 2020 nesta terça-feira (1º), às 21h30 (horário de Brasília), em mais um amistoso contra o Equador em São Paulo – desta vez no estádio do Morumbi. Brigando por uma das 18 vagas no elenco que disputará a Olimpíada de Tóquio (Japão) em 2021, Valéria terá outra oportunidade para conquistar de vez o espaço dela entre as favoritas de Pia Sundhage.

“É sempre uma honra vestir a amarelinha e estar do lado de jogadoras como Andressa Alves e [a volante] Formiga. É de arrepiar. Elas nos deixam à vontade, então isso faz com que a gente se sinta bem aqui dentro. É continuar trabalhando, desfrutar bastante, pegar o melhor que elas podem passar e bola para frente. Queremos trazer a medalha de ouro [em Tóquio] e colocar a primeira estrela na camisa [da seleção feminina]”, concluiu Valéria.

Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional

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Redação
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