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A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que pode atingir diversos órgãos do corpo e provocar a morte de pacientes, é, atualmente, um dos focos de preocupação da prefeitura de São Paulo, no contexto da pandemia de covid-19. 

Conforme destacou a secretária-adjunta municipal da Saúde, Edjane Torreão, em entrevista à imprensa nesta terça-feira (13), diversos estudos têm apontado para a associação entre a doença e a infecção por Sars-Cov-2.

Um deles foi elaborado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Os resultados, divulgados na revista The Lancet Child & Adolescent Health, tinham por base o caso de uma menina de 11 anos de idade e morreu depois de ter covid-19.

Na entrevista, Edjane destacou que, em boletim epidemiológico da semana do dia 26 de setembro, o governo estadual de São Paulo informava que haviam sido contabilizados 197 casos de SIM-P no Brasil e 55 casos e quatro óbitos no estado. Naquele período, somente na capital, haviam sido registrados dois óbitos, e 20 casos ainda estavam sob investigação. 

“Embora seja uma síndrome rara, há uma razão para que a secretaria tenha o cuidado de avaliar como se comportou a SIM-P na cidade, no estado e no mundo”, disse. 

Entre os vários exemplos de pesquisas que mencionou, Edjane salientou as conclusões atingidas por uma equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, feito com 570 crianças. O que se identificou foi que um terço apresentou sintomas leves de SIM-P, um terço quadro respiratório grave e um terço, simultaneamente, sintomas de covid e da Síndrome de Kawasaki, como febre, inflamação dos vasos sanguíneos e que podem se agravar, causando aneurisma das artérias coronárias.

“Até 26, 27 de abril, a covid era sempre associada a casos leves ou não notificada, não só em São Paulo, como no Brasil e no mundo. Após alerta, o Reino Unido, seu serviço de saúde, alerta a comunidade de pediatria de uma nova apresentação clínica. Essa síndrome vinha se apresentando e trazia uma nova apresentação clínica, associada temporalmente, em semanas, dias anteriores a pacientes, crianças que tiveram covid ou seus familiares”, explica a secretária, acrescentando que, desde 4 de julho, os profissionais de saúde do Brasil são obrigados a notificar casos da doença. 

Segundo Edjane, uma das questões centrais é a taxa de crianças que foram infectadas por covid-19 e permanecem assintomáticas, que, na capital paulista, é estimada entre 64,4 e 69,5%. De acordo com inquérito escolar apresentado também ontem, pela prefeitura, calculava-se, em sua última e mais recente etapa, que a prevalência de covid-19 entre estudantes da rede municipal de ensino é de 17,6%. As instituições da rede estadual e da rede privada de ensino também foram analisadas, apresentando, respectivamente, índices de 15,4% e 12,6%. Repetindo um padrão observado na população adulta, a maior prevalência de covid-19 é verificada entre crianças pardas e pretas e pertencentes às faixas de classe D e E.

Agência Brasil

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Redação
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