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Saúde faz mutirão de testes de HIV e sífilis em Heliópolis e no Metrô

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No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado nesta terça-feira (1º), a Secretaria de Estado da Saúde realiza um mutirão de testes para diagnóstico de HIV e sífilis em dois pontos estratégicos: na comunidade de Heliópolis, a maior de São Paulo, e na Estação Brás do Metrô, uma das mais movimentadas da rede de transporte público na capital.

No total, serão ofertados 800 testes de HIV, 1.000 de sífilis, 20 mil preservativos masculinos e femininos, além de sachês de gel lubrificante e materiais informativos. A iniciativa mobiliza cerca de 50 profissionais do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids-SP, braço operacional da Secretaria de Saúde de SP que coordena a testagem, com apoio de organizações parceiras.

“A prevenção e conscientização sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis são parte da nossa rotina. Para reforçar isto, mobilizamos nossas equipes para organizar estas atividades especiais, respeitando todos os protocolos de prevenção da COVID-19”, diz o Secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

Em Heliópolis, a ação ocorrerá das 9h ao 12h. Somente na comunidade, serão disponibilizados 300 testes para HIV e 500 para sífilis, além de 8 mil ‘camisinhas’ masculinas e 2 mil femininas, entre outros itens. A ação acontece na sede da UNAS (União de Núcleos, Associações de Moradores) Heliópolis, parceira da iniciativa ao lado do Projeto Heliópolis Investindo na Vida. O endereço é Rua da Mina Central, 38, Cidade Nova Heliópolis, zona Sul da capital.

Já na Estação Brás do Metrô, da linha 3-Vermelha, o mutirão vai das 7h às 12h. No local serão ofertados cerca de 500 testes rápidos para HIV e Sífilis, com distribuição de 8 mil preservativos masculinos, 2 mil preservativos femininos, de gel lubrificante e folders, com apoio da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.

Os mutirões fazem parte do lançamento da 13° Campanha “Fique Sabendo”, tradicional campanha organizada pela Secretaria em alusão ao Dezembro Vermelho. A finalidade é conscientizar e combater as IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) que podem ser evitadas com uso de métodos preventivos e diagnosticadas precocemente.

“Precisamos promover a conscientização sobre essas doenças. Trabalhamos incansavelmente para desmitificar os tabus acerca do assunto e prestar toda a assistência para a população”, explica o coordenador do Programa Estadual DST/Aids-SP, Alexandre Gonçalves. “A testagem é indicada para todos que têm vida sexual ativa, em especial profissionais do sexo e pessoas com múltiplos parceiros”, completa.

Os testes rápidos são práticos e de fácil execução, com resultado em 30 minutos, além de serem gratuitos confiáveis e não requererem jejum. Assim, possibilitam que a população tenha acesso ao seu diagnóstico de forma ágil. Caso o resultado seja positivo para HIV ou sífilis, uma nova amostra de sangue é coletada e encaminhada para teste laboratorial para confirmação de diagnóstico. Se houver reconfirmação, o paciente é encaminhado a serviço de referência assistencial para início do tratamento.

Nos casos em que o resultado se apresenta negativo, a equipe reforça as formas de prevenção e fornece todas as orientações sobre as doenças, a fim de reduzir cada vez mais o número de pessoas infectadas.

Além destas ações pontuais de testagem, o Programa Estadual DST/Aids-SP disponibiliza tratamento e testes de sífilis e anti-HIV, que visam o diagnóstico precoce e podem ser realizados o ano todo. Essa política tem contribuído para o diagnóstico e tratamento oportuno de gestantes durante o pré-natal. Mais informações podem ser encontradas no site www.crt.saude.sp.gov.br, ou através do telefone 08000 16 25 50.

As principais dicas para prevenção de ISTs incluem uso de preservativo em todo o período de relação sexual, sem reutilizá-lo, além do não compartilhamento de seringas e agulhas, bem como a realização frequente de testes para evitar a transmissão das doenças.

Simbolizando também aluta contra a Aids, a partir de amanhã e no decorrer de todo o mês, prédios emblemáticos como o do Palácio dos Bandeirantes, da Secretaria de Estado da Saúde, do CRT – IST e Aids e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas iluminarão suas fachadas com luzes na cor vermelha, que simboliza o combate à doença.

Dados

A sífilis pode ser transmitida através de relações sexuais desprotegidas (sífilis adquirida), que pode acometer a população adulta e as gestantes; por transmissão vertical (sífilis congênita), quando ocorre a transmissão da doença da mãe para o bebê durante a gravidez (sífilis gestacional). No Estado de São Paulo, foram notificados, em 2019, 37.299 casos de sífilis adquirida, 4.013 de sífilis congênita e 12.676 casos de sífilis em gestantes.

Já a Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus HIV (Human Immunodeficiency Virus). Pode ser transmitida através da relação sexual desprotegida, assim como a sífilis, ou por meio do contato com mucosas ou área ferida do corpo, além do compartilhamento de seringas e agulhas. O primeiro caso da doença ocorreu em 1980 e, até junho de 2019, foram notificados 105.422 casos de pessoas infectadas pelo HIV em SP.

rodrigo.rocha

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