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O Projeto Guri, maior programa sociocultural do país, dá os primeiros passos para a retomada presencial das aulas com a abertura de seis polos no litoral e no interior do estado. São eles: Regional São Carlos, Bauru, Macatuba, Registro, Ibirarema e Santa Cruz do Rio Pardo.

A liberação para a volta do funcionamento respeita às medidas adotadas por cada município, além das orientações do Plano São Paulo, do Governo do Estado, e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

A modalidade dos cursos oferecidos também foi critério para definir a forma mais segura de voltar aos encontros: as aulas de coral e sopro, por exemplo, são realizadas tendo como cuidado um distanciamento de três metros entre guris e os educadores; enquanto as outras modalidades só precisam de dois metros de afastamento entre as pessoas.

Segurança

Mesmo com esse espaçamento de segurança entre alunos e funcionários do projeto, a retomada aproxima os jovens e as crianças participantes de uma rotina mais saudável e próxima do normal.

“Muitas mães falaram que o retorno foi recebido com muita alegria, tanto pelas famílias quanto pelos alunos”, conta Raquel Nascimento, coordenadora do polo Regional São Carlos, sobre a reação dos alunos e responsáveis. “Algumas crianças se sentem desmotivadas ou cansadas pelos meios digitais, porque tudo está online agora”, explica, ressaltando a animação dos guris para voltar aos polos.

Deise Lopes, clarinetista de 17 anos do Grupo de Referência (GR) do polo de São Carlos, é uma das alunas que não via a hora de retornar às aulas presenciais. Por mais que as atividades remotas tenham sido bem aproveitadas pela estudante, os ensaios fizeram falta.

“As atividades ajudaram muito, aproveitei pra melhorar algumas técnicas, treinar algumas coisas individuais, mas nada se compara ao ‘contato’ [em sala]”, afirma. Para ela, a iniciativa escolheu não somente a hora certa de voltar a abrir fisicamente, mas também a forma certa. “Em todo esse caos que o mundo vive, voltaram parcialmente e com todos os cuidados possíveis. Espero que tudo se normalize o mais rápido possível”, diz.

Adaptações

As adaptações feitas para receber as turmas com toda a segurança possível vão desde a disponibilização de álcool gel até uma importante redução no número de pessoas por sala. É o caso dos cursos de guitarra e bateria de São Carlos, que chegam a ter apenas dois alunos por classe.

O rigor com as medidas foram ponto decisivo para Taís Marques, mãe da percussionista Érika, de 12 anos, aprovar o retorno da filha ao Projeto Guri. “Ela já estava cansada de ficar em casa e eu estou me sentindo bem segura com as medidas de prevenção. Tem poucas crianças, então tudo bem”, afirma.

Os alunos ainda mantêm a rotina com um ensino híbrido, já que atividades remotas quinzenais complementam o aprendizado. As outras regiões, ainda sem previsão de retorno, também seguem recebendo os exercícios. “Não é a mesma coisa de antes pelo distanciamento, mas já é meio caminho andado. Os profissionais do polo estão de parabéns [pela retomada e medidas de segurança]”, finaliza a clarinetista Deise Lopes.

Gustavo Aleixo

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Redação
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