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Internacional

Presidente da Comissão Europeia pede fim de “atrocidades” em Myanmar

Redação

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou hoje (29) que as “atrocidades” em Myanmar (antiga Birmânia) devem “parar agora”, após um fim de semana em que as autoridades birmanesas mataram cerca de 120 civis.

“Condeno veementemente a violência perpetrada contra o povo do Myanmar. As atrocidades têm de parar agora”, diz Von der Leyen em sua conta no Twitter. 

Ela acrescentou que a União Europeia (UE) está trabalhando com seus parceiros a fim de “parar com essa violência contra o próprio povo de Myanmar”, criar um “processo político adequado” e “libertar todos os detidos”.

A mensagem de Ursula von der Leyen surge após, no domingo, o alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, ter também apelado ao fim da “tragédia” e qualificado o dia de sábado – quando foram mortas pelo menos 116 pessoas – como de “horror e vergonha”.

“Estou acompanhando os acontecimentos preocupantes em Myanmar. O aumento da violência, com mais de 100 assassinatos de civis, perpetrados pelos militares contra o seu próprio povo no Dia das Forças Armadas, é inaceitável”, afirma o chefe da diplomacia europeia em nota. 

Ele apela aos líderes militares de Myanmar para que abdiquem do que qualifica de “caminho sem sentido”. Josep Borrell reiterou a condenação da UE à “violência insensível contra o povo de Myanmar”.

“Continuaremos a utilizar os mecanismos da UE, incluindo sanções, para atingir os que praticam essa violência e os responsáveis pelo retrocesso no caminho democrático e pacífico do Myanmar”, destaca Borell.

O alto representante diz ainda que os responsáveis pelas “violações sérias dos direitos humanos” têm de ser responsabilizados pelos seus atos. 

O número total de mortos devido à violência militar e policial contra manifestantes e civis na Birmânia chega a 423, de acordo com a Associação para a Assistência a Presos Políticos.

Segundo o portal de notícias local Myanmar Now, o número de mortos no sábado, o dia mais “sangrento” desde o golpe militar em 1º de fevereiro, foi pelo menos 116. No sábado, a capital recebia uma parada militar para marcar o Dia das Forças Armadas.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), das 423 pessoas mortas, pelo menos 35 são crianças.

Os manifestantes exigem que o Exército, que governou o país com mão de ferro entre 1962 e 2011, restaure a democracia e reconheça os resultados das eleições de novembro. Pedem a libertação de todos os detidos pelos militares, incluindo a líder Aung San Suu Kyi.

Os militares tomaram o poder alegando fraude eleitoral nas eleições legislativas de novembro, vencidas por larga margem pelo partido da líder deposta e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi e declaradas legítimas pelos observadores internacionais.

Desde o golpe, a Junta Militar já deteve mais de 3 mil pessoas, incluindo Suu Kyi e grande parte do seu governo.

Diante do que qualifica de “brutal repressão” na sequência do golpe militar, a UE impôs, na segunda-feira passada (22), medidas restritivas contra 11 pessoas que considera responsáveis pelo golpe militar, entre elas o chefe da Junta Militar, o general Min Aung Hlaing.

As sanções decretadas pelos 27 países do bloco são dirigidas a dez das mais altas patentes das Forças Armadas birmanesas e ao presidente da Comissão Eleitoral, e consistem numa interdição de viajar para ou pela UE e no congelamento dos seus bens e recursos.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Agência Brasil*

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Internacional

Em greve de fome, opositor russo Navalny será transferido a hospital

Redação

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Médicos russos decidiram transferir Alexei Navalny, principal líder de oposição da Rússia, a um hospital. A informação foi dada pela autoridade prisional do país nesta segunda-feira (19), 20 dias depois de Navalny ter iniciado uma greve de fome que provocou alertas internacionais sobre consequências caso ele morra encarcerado.

Aliados do opositor, que não têm contato com ele desde a semana passada, disseram que estão preparados para más notícias sobre sua saúde e planejam manifestações nacionais em massa no fim desta semana.

O caso de Navalny isola Moscou ainda mais, depois que o governo dos Estados Unidos adotou sanções econômicas mais duras contra a Rússia e a República Tcheca.

O serviço penitenciário russo informou, em comunicado, a decisão de transferir Navalny, de 44 anos, a um hospital prisional regional, mas não deixou claro se a transferência já ocorreu. Acrescentou que seu estado é “satisfatório” e que ele consentiu em receber uma “terapia de vitaminas”.

Ivan Zhdanov, chefe da Fundação Anticorrupção de Navalny, classificou a ação como “uma transferência para a mesma colônia de tortura, só que com um hospital maior, para onde eles levam pessoas gravemente doentes”.

“Então só se pode entender que a situação de Navalny piorou, e piorou de tal maneira que até o torturador o admite”, disse Zhdanov no Twitter.

Navalny, ativista anticorrupção que conquistou fama com vídeos viralizados que catalogam a riqueza acumulada por autoridades russas de alto escalão, que ele rotula de “trapaceiros e ladrões”, está cumprindo pena de dois anos e meio por acusações antigas de apropriação indevida que ele chama de fabricadas.

Ele foi preso ao voltar à Rússia em janeiro, depois de se recuperar na Alemanha do que autoridades daquele país disseram ter sido um envenenamento com um agente nervoso russo proibido, o que ele e governos ocidentais qualificaram como tentativa de assassinato. O Kremlin nega qualquer culpa.

Navalny entrou em greve de fome no dia 31 de março para protestar contra o que ele disse ser uma recusa das autoridades prisionais de lhe proporcionar tratamento para dores na perna e nas costas. A Rússia diz que ele é bem tratado e que exagera suas doenças para chamar atenção.

* Com informações de Anton Zverev – Repórter da Reuters

Agência Brasil*

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Helicóptero Ingenuity, da Nasa, faz voo teste com êxito em Marte

Redação

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O pequeno helicóptero espacial Ingenuity, da agência espacial norte-americana, a Nasa, subiu aos céus de Marte às 11h50 (horário de Lisboa). A manobra era esperada com grande expectativa pelos controladores da missão, devido à fina atmosfera marciana.

Os primeiros dados recebidos informavam que tudo ocorreu como previsto e pouco depois chegou a confirmação de que o teste foi executado com perfeição.

As imagens transmitidas pela Nasa mostram a equipe comemorando, depois de terem recebido as primeiras informações e um pequeno vídeo, registrado pelo rover Preserverance, revelando o pequeno voo do Ingenuity.

De acordo como a equipe da Nasa, o helicóptero fez um curto voo vertical e subiu a uma velocidade de 28 metros.

Uma entrevista coletiva dos controladores da missão está prevista para as 15h, quando eles darão mais detalhes sobre o voo teste.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Agência Brasil*

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John Kerry pede ações do Brasil em relação ao meio ambiente

Redação

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John Kerry, ex-senador norte-americano e atual enviado especial para o Clima do gabinete do presidente Joe Biden, se manifestou hoje (16) sobre a carta enviada pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que trata do compromisso em cessar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

Em redes sociais, Kerry afirmou que o compromisso de Bolsonaro contra o desmatamento ilegal é importante, e que os Estados Unidos aguardam “ações imediatas e engajadas com a população indígena e com a sociedade civil para que o anúncio tenha resultados tangíveis.”

A carta do presidente Jair Bolsonaro foi enviada na quarta-feira (14), e definiu metas e compromissos brasileiros em relação ao meio ambiente, bioeconomia, regularização fundiária, zonas ecológico-econômicas e pagamentos por serviços ambientais.

Para o presidente, é preciso criar alternativas econômicas que reduzam o apelo das atividades ilegais e dar condições para que os 25 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia possam prosperar materialmente por seus próprios esforços. Nesse sentido, segundo ele, não é possível combater o desmatamento apenas com medidas de fiscalização ou “jamais alcançaremos resultados duradouros no domínio ambiental.”

“Queremos reafirmar neste ato, em inequívoco apoio aos esforços empreendidos por V. Excelência, o nosso compromisso em eliminar o desmatamento ilegal no Brasil até 2030”, escreveu Bolsonaro na ocasião.



Agência Brasil

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