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A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) e do Instituto Pereira Passos (IPP), com colaboração da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou nesta segunda-feira (26/10) o censo da população em situação de rua na cidade. O levantamento será feito por quatro dias, até quinta-feira (29/10). O objetivo do trabalho é apurar quantas pessoas vivem nas ruas e qual o perfil delas. Os dados contribuirão para formulação e implementação de políticas públicas que ajudem a dar dignidade e oportunidade de trabalho a essa população.

Com o censo, a Prefeitura espera sensibilizar Justiça, Mninistério Público e Defensoria Pública para, juntos com o Município, desenvolver ações para reinserir essas pessoas no mercado de trabalho.

– Não pudemos fazer internação involuntária da população de rua, durante esse período da pandemia, porque a Justiça não permitiu. Com o aumento da população em situação de rua e a pandemia, essa necessidade se impõe. Com esse censo, queremos mostrar isso: quantas pessoas estão em situação de rua. Além de termos abrigos municipais disponíveis, temos condições de qualificar a mão de obra e garantir o emprego. Porque há uma lei na cidade do Rio que determina que 5% da mão de obra de todas as empresas que trabalham para a Prefeitura sejam de pessoas que vieram das ruas e foram qualificadas. Esperamos que o censo traga bons argumentos para que a gente possa fazer com que essa população de rua seja reinserida na vida econômica da cidade – disse o prefeito Marcelo Crivella.

Como será a coleta de dados

Os 135 recenseadores vão percorrer toda a cidade, aplicando questionários junto à população em situação de rua e às pessoas atendidas em unidades de acolhimento. O foco da pesquisa é recolher informações sobre  idade, raça, gênero, escolaridade, trabalho e renda, trajetória nas ruas, avaliação de abrigos, saúde e uso de drogas, acesso e avaliação de serviços de assistência. A aplicação da censo está prevista para se repetir a cada dois anos, e a ferramenta para coleta e análise dos dados permite atualização permanente, devido ao caráter dinâmico e flutuante da população de rua.

Para garantir a cobertura integral de todo o município – um dos maiores desafios do recenseamento -, a cidade foi dividida em quatro distritos censitários, onde a pesquisa será realizada em três turnos: manhã, tarde e noite. Além disso, para evitar a dupla contagem, as equipes farão o cruzamento das informações obtidas por meio de perguntas de identificação.

– O censo nos dará o recorte sobre pessoas que moram na rua e outras que usam a rua para acessar algum tipo de renda. Porque existe diferença entre população em situação de rua e população na rua. E isso será importante para planejar e executar políticas públicas para essa população – afirmou a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Tia Ju.

O trabalho dos recenseadores será feito sempre das 7h às 24h. Assim dividido, por região: nesta segunda (26/10), Zona Oeste; na terça (27/10), Centro; na quarta (28/10), Zona Sul; e na quinta (29/10), Zona Norte.

O presidente do IPP, Paulo Cesar Amendola, destacou a importância de o censo ser feito a cada dois anos.

– Essa metodologia é fundamental para o monitoramento das políticas públicas que serão implementadas para atender a essa população – explicou.

Quem faz o censo

O trabalho de campo é realizado pela instituição Qualitest, vencedora da licitação feita pelo IPP e responsável pela realização de censo similar na cidade de São Paulo, em 2019.

O recenseamento estava originalmente programado para março deste ano, mas precisou ser adiado por causa da pandemia de covid-19. Dados colhidos a partir de outras pesquisas não serão levados em consideração, devido ao uso de diferentes metodologias, o que impede a comparação das informações.

Bruno Rangel

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Redação
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