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O manifesto foi divulgado pelas redes sociais do Comitê. Um ensaio fotográfico produzido pela fotógrafa do CPB, Alessandra Cabral, valoriza os corpos de atletas com deficiência de três modalidades paralímpicas: natação, atletismo e tênis de mesa.

“Normalmente, a gente faz [foto] competindo ou posando com a medalha. Achei bem diferente expor o corpo assim, mas foi natural. Gosto de mostrar que tenho uma limitação e convivo de forma tranquila com ela. Nunca quis esconder a minha deficiência. Sempre notei que as pessoas ficam chocadas ao ver a minha bengala e perceber que eu não tenho visão. Acredito que o mundo é que tem que se adequar às diferenças”, disse Daniel Mendes, velocista e medalhista paralímpico da classe T11 (para cegos), ao site oficial do CPB.

O vídeo da campanha mostra os feitos dos medalhistas paralímpicos, que são exemplos para as crianças com deficiência e inspiram os jovens a praticar os esportes adaptados. O texto que acompanha as imagens é de autoria da jornalista Tai Lopes.

“Somos mais que cadeiras de rodas, próteses e bengalas. Também somos mais que óculos, dardos, bolas, bicicletas e raquetes. Nós treinamos, vencemos, perdemos, choramos, sorrimos, influenciamos e também somos influenciados. Queremos seu respeito e sua empatia. Fazemos parte de um movimento que só cresce no Brasil e no mundo. Um movimento que busca a cada dia e cada medalha, espaço, inclusão e reconhecimento”, diz a mensagem do vídeo.

O artigo 3º, parágrafo I, do decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, define deficiência como “toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano”. Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2010, cerca de 46 milhões de pessoas se declaram portadoras de deficiência mental / intelectual ou possuem algum grau de dificuldade em enxergar, ouvir, caminhar ou subir degraus, o que representa 24% da população.

“Acreditamos no poder transformador do esporte e o CPB é um dos principais agentes nesta luta pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade por meio do esporte. O dia 3 de dezembro é de grande significado para nós, porque promove a reflexão e a mobilização para diversas ações referentes aos direitos das pessoas com deficiência em todo o mundo”, disse Mizael Conrado, presidente do Comitê, também ao site oficial da entidade.



Lincoln Chaves – Repórter da Rádio Nacional e da TV Brasil

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Redação
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