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A morte causou indignação na população e os líderes do país querer garantir os direitos humanos a todos os cidadãos

No dia 29 de dezembro, milhares de sudaneses participaram do funeral de um homem que foi torturado até a morte, em um centro de detenção no Sudão. O local é administrado por uma força militar de criminosos, que teriam cometido crimes de guerra em Darfur, região oeste do país.

Bahaa el-Din Nouri, de 45 anos, foi sequestrado por homens vestindo roupas brancas e em um veículo sem placa, enquanto estava em um café em Cartum, capital do Sudão. A morte dele provocou indignação em todo o país. Cinco dias depois, o corpo do homem apareceu no necrotério de um hospital na cidade de Omdurman, do outro lado do rio de Cartum. A família se recusou a levar o corpo para o enterro imediato, depois de ver sinais de aparente tortura e pediram uma autópsia para revelar a causa da morte.

O ministro da Cultura e Informação, Faisal Mohammed Saleh, informou que Nouri morreu enquanto era interrogado pelas Forças de Apoio Rápido. O promotor público Taj al-Ser Ali al-Hebr alegou que a autópsia confirmou que o rapaz morreu devido aos ferimentos resultantes da tortura, e tomou “as medidas necessárias” para que os envolvidos na morte de Nouri fossem entregues aos promotores.

O general sudanês, Mohammed Hamdan Dagalo, comandante das Forças de Apoio Rápido, retirou a imunidade para qualquer membro da RSF sob suspeita, para permitir que a investigação dos promotores avançasse sem obstáculos. Dagalo também é o vice-chefe do conselho soberano governante. Nouri não era cristão, mas a preocupação dos líderes do país com os direitos dos cidadãos pode trazer segurança e paz aos seguidores de Cristo no Sudão.

No dia 28 de dezembro, milhares de sudaneses realizaram uma marcha em protesto do necrotério até o cemitério para o enterro de Nouri em Cartum. No caminho, eles pararam na sede da RSF em Cartum e gritaram palavras contra a força paramilitar e pediram que os suspeitos fossem responsabilizados. A Associação de Profissionais do Sudão, que ajudou a liderar protestos em pediu o fechamento de todos os centros de detenção administrados pela RSF.

O Sudão é o 7º país da Lista Mundial da Perseguição 2020, que classifica os 50 países mais violentos contra cristãos. O documento é publicado anualmente pela Portas Abertas, organização que auxilia cristãos perseguidos em mais de 60 países no mundo. O lançamento da Lista Mundial da Perseguição 2021 será na próxima quarta-feira, 13, e para receber o ebook com os 50 países e o Mapa da Perseguição, acesse o link e se cadastre.

Redação
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