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O cliente que depositou ou investiu em bancos e instituições que quebraram ganhou uma ferramenta para facilitar os resgates. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) lançou um aplicativo que evita a ida às agências bancárias para dar entrada no procedimento.

Disponível nas lojas de aplicativos dos sistemas Android e iOS, o aplicativo FGC aumenta a agilidade e a comodidade no pagamento de garantias. Na primeira versão, o aplicativo será exclusivo para pessoas físicas com depósitos ou investimentos em instituições liquidadas ou sob intervenção do Banco Central (BC). Nos próximos meses, o aplicativo ganhará novas funcionalidades.

Criado em 1995 e gerido por uma entidade privada sem fins lucrativos, o fundo é formado por contribuições das instituições financeiras associadas e pela rentabilidade desses recursos e cobre até R$ 250 mil por conta, CPF ou CNPJ caso uma instituição financeira sofra intervenção, seja liquidada ou tenha a falência decretada pelo BC.

As garantias estão limitadas ao teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos, na hipótese de um mesmo cliente ter valores cobertos pelo FGC em mais de uma instituição financeira que quebre no período.

Até agora, a pessoa física cliente de um banco coberto pelo FGC tinha de ir a uma agência bancária indicada pelos gestores do fundo para assinar o termo físico de recebimento dos valores. Com o aplicativo, a assinatura passa a ser digital. Segundo o FGC, a segurança de todo o processo está garantida. A assinatura serve para que o FGC possa buscar nas instituições em liquidação o ressarcimento dos valores pagos como garantia aos investidores.

Testes

Ao longo de outubro, o aplicativo estava em fase de testes com alguns beneficiários da Dacasa Financeira, instituição liquidada pelo BC em fevereiro deste ano, que não tinham comparecido para sacar o dinheiro até o prazo final de pagamento nas agências, em 22 de setembro. Agora, o FGC liberou o aplicativo para o pagamento dos demais beneficiários da instituição que ainda não tinham pedido os valores aos quais têm direito.

Segundo o FGC, atualmente o ressarcimento dos investidores e dos depositantes leva cerca de um mês. O aplicativo representa um primeiro passo para reduzir o prazo. Caso o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprove aprimoramentos regulatórios, o intervalo pode cair para apenas alguns dias.

Mais informações podem ser obtidas na página do FGC na internet .

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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Redação
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