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As famílias agricultoras da Associação do Desenvolvimento de Pequeno Produtores Rurais do Sítio do Lúcio, povoado localizado na zona rural de Paulo Afonso, Território de Identidade Itaparica, vem gerando desenvolvimento para a comunidade. Lá, a vegetação é predominantemente de Caatinga, mas são cultivados uma diversidade de alimentos, como hortaliças e leguminosas, frutas nativas, além de ser produzido mel de abelha e ovo caipira, e a criação de animais.  

Além de garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias, a produção é comercializada tanto na comunidade quanto na barraca dos produtos da Agricultura Familiar/Feira Agroecológica, no Mercado Municipal de Paulo Afonso. Com o distanciamento social e as restrições impostas pela pandemia, a associação aderiu também ao sistema delivery. Os clientes recebem a lista de produtos disponíveis pelo aplicativo WhatsApp e, semanalmente, é realizada a entrega das cestas.

A atividade da associação conta com o reforço da assistência técnica e extensão rural (Ater), prestada pelo Governo do Estado, por meio da Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha). A ação acontece a partir de contrato firmado com a Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para a execução da ATER Agroecologia. 

A associação também é uma das selecionadas pelo mais recente edital, voltado para Segurança Alimentar e Nutricional, do Bahia Produtiva, projeto do Governo do Estado, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR). Por meio dos investimentos, a produção da comunidade será incrementada. A previsão é que sejam fomentados 22 Sistemas de Produção Agroecológica de Alimentos Biodiversificados, a partir da implantação de Quintais Produtivos Agroecológicos. 

“Nós, da Associação do Sítio do Lúcio, estamos comemorando o resultado final do edital emergencial da CAR/SDR. Estávamos na expectativa e, graças a Deus, conseguimos ficar na final. Esse projeto irá nos ajudar bastante, neste período de pandemia. Tem sido algo muito maravilhoso na nossa vida, para que a gente venha desenvolver melhor os trabalhos, plantando nas roças o milho, o feijão, a abóbora, a melancia, entre outras coisas, e, também, criando os animais, caprinos, ovinos, bovinos, abelhas e galinha de quintal, onde também levamos os ovos para vender na feira”, ressaltou Ivaneide Inez, tesoureira da associação.

A agricultora Marli Maria de Almeida explica que uma das ações implantadas na comunidade depois da assistência técnica foi a implantação das estufas, que eliminou o problema de infestação de pragas, aves e outros animais que destruíam tudo: “É impressionante, você dentro da estufa, e os bichos não conseguem atacar mais. Plantar orgânico é ótimo, só em a gente consumir e saber que está consumindo uma coisa sem veneno, e levar para pessoas também sabendo que é um produto que não é ofensivo a ninguém, é maravilhoso”.

Sobre a associação

A Associação, fundada em 1996, surge a partir de uma articulação coletiva dos moradores do Povoado Sítio do Lúcio, e possui mais de 30 agricultores familiares associados. O intuito foi transformar a atividade individual em uma experiência de desenvolvimento comunitário, tendo a agroecologia como referência para a prática da economia solidária. 

Os agricultores e agricultoras familiares e também extrativistas, do povoado Sítio do Lúcio, trabalham também com o sistema de sequeiro. Além das vendas diretas, e por meio de entregas em domicílio, estão se organizando para aumentar a produção e atender à demanda crescente de Paulo Afonso, inclusive em mercados institucionais, como dos programas de Alimentação Escolar (PNAE) e de Aquisição de Alimentos (PAA). 

Outras ações 

A comunidade foi uma das atendidas pelo projeto de implantação de cisternas de produção, também executado pela CAR/SDR, por meio do programa Água para Todos, o que possibilitou ampliar o cultivo, culminando na participação da Feira Agroecológica de Paulo Afonso. 

“Eu vinha na feira e não comprava nem coentro, por que o dinheiro era tão pouco que não dava para comprar. Aí, depois da minha cisterna, eu comecei a plantar e nunca mais faltou verdura para a gente comer com a família. Depois da estufa, está sendo melhor ainda, porque agora a gente está trabalhando com mais alegria e mais prazer. Se fosse possível, passava o dia todinho lá debaixo, cuidando das minhas hortas”, declarou Maria José Pereira agricultora do povoado do Sítio do Lúcio.

Muitas dessas conquistas aconteceram a partir do processo de organização e mobilização da comunidade que, desde 2018, conta com o apoio da Agendha, que deu início à Proafa - Produtoras da Agricultura Familiar, uma iniciativa realizada em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), com o projeto Florando nas Caatingas, tendo como princípio assegurar a equidade de gênero, além de complementar e consolidar muitas outras ações, a exemplo das diversas oficinas e campanhas de combate à violência contra a mulher. 

Fonte: Ascom/Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)

Milena Leal

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Redação
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