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O Fórum Permanente de Educação Quilombola da Bahia promoveu, nesta segunda-feira (7), mais um debate virtual para marcar os 10 anos de criação desta instância da sociedade civil. O fórum tem o papel de realizar o controle social quanto à implementação das políticas públicas educacionais para a Educação Quilombola e na live comemorativa, os participantes abordaram a trajetória do Fórum, sua história, objetivos e potencialidades.

Participaram do encontro virtual, o secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues; a professora de escola quilombola de Ilha de Maré, Nádia Cardoso; o coordenador executivo do Fórum, José Ramos; o mobilizador social da Central Regional dos Quilombos do Velho Chico, Joseilton Purificação; e a conselheira consultiva do Fórum, Nádia Barreto.

O secretário Jerônimo Rodrigues falou sobre a importância do Fórum. “O Fórum tem enorme importância no seu conceito de representação porque carrega a luta das pessoas que fazem parte dele. Portanto, é uma demarcação estratégica o reconhecimento do fórum enquanto uma unidade de planejamento, análise e de luta. Não vejo uma organização apenas de defesa, mas propositiva, que é marcada por uma agenda inteligente e que compreende que a Educação Escolar Quilombola tem que estar visibilizada e organizada em uma estrutura de Governo”. Assista ao debate:

https://www.youtube.com/watch?v=19h-7UgyhPE

Segundo a conselheira Nádia Barreto, o papel do fórum é articular o diálogo do Estado com os povos quilombolas para dar visibilidade às lutas e valorizar a ancestralidade. “Tem que existir esse trabalho voltado às especificidades da população quilombola para que o jovem se reconheça dentro da aprendizagem que é ofertada a ele. Por isso, o fórum é um instrumento importante na política educacional na Bahia”.

A professora Nádia Cardoso falou sobre as Políticas Públicas voltadas para a Educação Quilombola. “Foi uma experiência inovadora criada com a Coordenação de Diversidade na Secretaria da Educação do Estado, baseado na Lei 10.639/2003, quando percebemos a enorme demanda das comunidades quilombolas e começamos a trabalhar, como prioridade, questões voltadas aos direitos, valores, à história e à resistência desta população, como estratégias na qualificação da educação baiana”.

O coordenador executivo do fórum, José Ramos, destacou o debate promovido. “É de extrema importância falar um pouco da luta, história, resistência e respeito à Educação Quilombola no nosso Estado e nacionalmente. Tivemos avanços que, cujo primeiro passo foi a discussão sobre as diretrizes da Educação Quilombola, em que conseguimos unir e interagir com as diversas lideranças quilombolas na Bahia, debatendo o que é melhor para a nossa população”.  

Desde o mês de outubro, uma programação comemorativa dos 10 anos do Fórum vem sendo realizada e já abordou, neste I Ciclo de Debates, as seguintes temáticas: a “História e luta dos Quilombos: da África ao Brasil”; “Educação Escolar Quilombola: histórico e conjuntura atual”; e “O currículo para a Educação Escolar Quilombola: da Legislação ao cotidiano escolar”.

Rede estadual

A Educação Escolar Quilombola segue a proposta política de um currículo construído com os quilombolas e para os quilombolas, baseado nos saberes, conhecimentos e respeito às suas matrizes culturais. Isso garante que os estudantes quilombolas tenham suas especificidades atendidas, bem como o acesso, a permanência e a conclusão de seus estudos. Na Bahia, a Secretaria da Educação do Estado acompanha 41 espaços escolares quilombolas, sendo oito escolas e 33 anexos, somando cerca de 4.500 estudantes e 427 educadores.

Fonte: Ascom/ Secretaria da Educação do Estado

Pamela Simplício

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Redação
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