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Em alta na seleção feminina, Rafaelle vê derrota injusta para EUA

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Em alta na seleção feminina, Rafaelle vê derrota injusta para EUA

A zagueira Rafaelle avalia que foi injusta a derrota da seleção feminina do Brasil para os Estados Unidos no último domingo (21). Diante das atuais campeãs mundiais e líderes do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), o Brasil teve oportunidades, mas sofreu com a intensidade das rivais, especialmente nos minutos iniciais, e perdeu por 2 a 0 pela segunda rodada do She Believes, torneio amistoso disputado em Orlando (EUA) que serve de preparação para a Olimpíada de Tóquio (Japão).Em alta na seleção feminina, Rafaelle vê derrota injusta para EUA

“Acho que jogar contra os EUA sempre causa um pouco de nervosismo. Sabíamos que elas fariam essa pressão no começo e até nos adaptarmos a isso, que é uma realidade que não tivemos nos últimos jogos. Demora um pouco para o time encaixar. O [primeiro] gol saiu no começo, mas conseguimos nos recuperar e nos encontrar no jogo. Criamos algumas chances e poderíamos ter empatado ou até virado”, comentou Rafaelle em entrevista coletiva por videoconferência nesta segunda-feira (22).

“O que tínhamos proposto, desde o começo, conseguimos fazer. O [segundo] gol saiu em um lance que elas tiveram, infelicidade nossa ali atrás, mas estávamos bem preparadas. Acho que o resultado não foi justo. Poderia ser um empate, sairíamos mais felizes de campo”, completou a defensora, de 29 anos e que atua pelo Changchun Dazhong (China).

Contra os EUA, a técnica Pia Sundhage promoveu cinco mudanças na escalação que derrotou a Argentina por 4 a 1 na última quinta-feira (18), na estreia pelo She Believes. A principal troca foi na lateral direita, com a saída de Camilinha (meia) e a entrada de Kathellen (zagueira). Como apenas 18 jogadoras poderão ser convocadas para a Olimpíada, a sueca vem aproveitando os duelos para testar a polivalência do elenco.

“A Pia tem experimentado bastante as laterais. Acho que a diferença de colocar uma zagueira na lateral, como treinamos algumas vezes com a Bruna [Benites, zagueira] também pela direita, é que, quando atacamos pela esquerda, ficamos com três zagueiras. Então, a gente balança o time rápido e tem uma boa opção na defesa para impedirmos os contra-ataques. Fortalece a linha de trás e libera a ala esquerda para atacar mais”, explicou Rafaelle.

A defensora, aliás, está em alta com a treinadora, que a elogiou nas duas últimas entrevistas que concedeu e já disse vê-la como a titular da zaga brasileira ao lado de Erika, que não foi chamada para o She Believes por causa de uma lesão. No mais recente contato com os jornalistas, após a derrota para as norte-americanas, Pia avaliou que Rafaelle foi a melhor jogadora em campo.

“Sempre fui uma atleta de muita força e velocidade. São características do time que a Pia quer. Penso que [o momento] é fruto do trabalho que ela mesma tem feito conosco na seleção brasileira, dando ênfase à parte defensiva. Sempre fomos bem no ataque e agora ela está trazendo a postura da cultura europeia para nos ajudar na defesa. Tenho escutado bastante, tentado seguir o plano de jogo e tem dado muito certo”, finalizou a zagueira.

O Brasil se despede do She Believes nesta quarta-feira (24), às 18h (horário de Brasília), novamente no Exploria Stadium, em Orlando, contra o Canadá.



Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional

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