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Foto: Divulgação

Os cursos de qualificação profissional do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ofertados pela Secretaria da Educação do Estado, entram na fase de conclusão com a participação de 6.710 estudantes, dentre eles indígenas, quilombolas, agricultores familiares e camponeses assentados, o que corresponde a 100% das vagas de matrícula oferecidas à toda a população do estado.

As atividades dos Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) estão sendo realizadas em formato on-line, na modalidade de Educação à Distância (EaD), desde 20 de julho, e englobam cursos de Agente de Assistência Técnica e Extensão Rural; Agricultor Familiar; Agricultor Orgânico; Microempreendedor Individual; Assistente de Recursos Humanos; e Promotor de Vendas.

Ao todo, são 122 turmas dos Eixos de Recursos Naturais e Gestão e Negócios. Desse total, foram contemplados 166 indígenas de 25 etnias e aldeias; 501 quilombolas; e 4.102 estudantes agricultores familiares, de povos e comunidades tradicionais. A oferta, que também alcança jovens e trabalhadores da cidade com alta vulnerabilidade socioeconômica, visa elevar a escolaridade dos estudantes e a prepará-los para o mundo do trabalho.

As aulas do curso de Agricultura Familiar estão sendo aproveitadas com entusiasmo por Natailton Barbosa, 50 anos, que pretende devolver os conhecimentos para a sua comunidade, em Água Fria, distrito do município de Irará. “Tenho um projeto que já começo a colocar em prática onde eu moro, que é um galinheiro de 80 metro quadrados que estou construindo, junto com meu filho João Fernando, que também faz o curso. Quero ser um grande distribuidor de frango e ovos, bem como ajudar a montar outros galinheiros em cooperativa, para aumentarmos a produção na região. Meu projeto integrador do curso é justamente sobre ‘Criações de galinha’ e, graças ao que tenho aprendido, vou poder colocar em prática os meus conhecimentos, contribuindo com a construção de galinheiros tecnicamente estruturados. Estou adorando o curso, ele veio na hora certa”, conta.

Para o também estudante Raí Juriti de Oliveira, 22, o curso de Agricultura Familiar tem lhe aberto a cabeça para novas perspectivas profissionais. Ele, que também é aluno do primeiro semestre do curso História na Universidade do Estado da Bahia (Uneb), pretende fazer valer os conhecimentos teóricos que vem obtendo no Pronatec. “Meu objetivo é colocar em prática o plantio de aipim na roça da minha família, em Água Fria, a partir dos conhecimentos teóricos que venho adquirindo. Estou gostando muito de ganhar nos conhecimentos por meios dos conteúdos do curso e minha ideia é me aperfeiçoar cada vez mais na área da Agricultura Familiar, ao mesmo tempo que darei prosseguimento ao curso de História, quando as aulas retornarem”, afirma Raí.

Interiorização

O superintendente da Educação Profissional e Tecnológica do Estado, Ezequiel Westphal, reforça que a Secretaria da Educação ressignificou o Pronatec, no ano de 2020, a partir do estudo detalhado de oferta e de demanda por capacitação profissional nos Territórios de Identidade do Estado da Bahia, buscando fazer o melhor planejamento territorial para a oferta de cursos técnicos de nível médio e de qualificação profissional, com vista a política de expansão e interiorização da Educação Profissional e Tecnológica proposta pelo Governo do Estado.

“A Educação Profissional toma novo sentido, por direito aos cidadãos e cidadãs, sendo inclusiva em sua diversidade e voltada à realidade dos territórios, no diálogo com a juventude e a população adulta, os movimentos sociais e as demais instituições da sociedade civil. É a proposta de uma escola-cidadã, na qual se valorizam os saberes, as experiências e as histórias de vida mediadas pela realidade com os conhecimentos a serem adquiridos”, avalia o gestor.

Olívia Cruz Menezes, monitora do curso de Assistência Técnica e Extensão Rural dos municípios de Feira de Santana, Juazeiro, Planaltino, Araci, Campo Formoso e Dom Macedo Costa, celebra a atividade. “Procuro ajudá-los no acesso ao Google Sala de Aula e contribuo na correção das tarefas e na devolução do feedback das mesmas. Venho percebendo, através das atividades, que eles avançam cada vez mais em relação à aprendizagem. E essas atividades feitas por ele são bem elaboradas, trazem opiniões e condizem com o solicitado pelo professor. Os cursos são de extrema importância para os estudantes, principalmente para o público que trabalhamos, pois, a maioria dele precisa de uma formação técnica e acadêmica”, relata.

A supervisora dos cursos, Márcia Santa Bárbara Oliveira, que atua nos municípios de Feira de Santana, Teodoro Sampaio, Antonio Cardozo, Conceição de Maria e Santo Estêvão, faz a sua avaliação sobre o aproveitamento das atividades por parte dos estudantes. “Eles são muito comprometidos e bastante criativos na construção dos seus projetos integradores, que é a atividade final do curso. Eles são esforçados, são guerreiros, ultrapassam as barreiras e vão em frente”.

Fonte: Ascom/Secretaria da Educação do Estado

Luana Marinho

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Redação
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